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Estrada Cuito-Andulo está esburacada

José Chaves| Andulo

Viajar entre a cidade do Cuito e o Andulo podia ser confortável se não existissem mil dificuldades à entrada de Cunhinga e no troço de Cunhinga a Cangalo, que transformam o percurso num verdadeiro calvário.

Os automobilistas e taxistas que percorrem diariamente o troço entre o Cuito e o Andulo pedem a sua reabilitação com urgência
Fotografia: Dombele Bernardo

Apresentando crateras de todos os tamanhos e feitios, a estrada põe os nervos em franja a qualquer pessoa que se atreva a viajar. Os taxistas e os camiões com mercadorias diversa são os que mais sofrem.
Muitas viaturas ficam na estrada devido a graves avarias mecânicas causadas pelo mau estado da estrada. Consomem-se muitas horas transpondo buracos atrás de buracos. Nesta época de chuva a situação fica ainda mais complicada.
Actualmente uma viatura ligeira precisa de três a quatro horas para transpor os 130 quilómetros, enquanto para os veículos pesados são necessárias sete horas, a contar com a sorte. A viagem transforma-se num pesadelo. Os camionistas mostram-se agastados com o actual estado da estrada, já que não vêem no horizonte sinais próximos de que a coisa vá melhorar.
A reportagem do Jornal de Angola ouviu o taxista Artur Moisés. Para ele, o mau estado da estrada que liga o Cuito ao Andulo está a dificultar a livre circulação de pessoas e bens, principalmente nesta época em que chove muito.
“Os taxistas são obrigados a fazer manobras perigosas para evitar os buracos na estrada. Por isso, solicitamos às autoridades para que concluam as obras de reabilitação”, disse Artur Moisés.
Madaleno José, camionista que faz o percurso entre o Cuito e o Andulo, sublinhou que muitos camiões não estão preparados para enfrentar as péssimas condições da estrada e acabam por permanecer na via durante vários dias, à espera de socorro.

Do Andulo a Nharea

A estrada que liga Cuito a Cunhinga e Andulo permite a ligação entre o Bié e as províncias do Huambo, Cuanza Sul e Malanje. A viagem do Andulo ao município de Nharea, num percurso de 46 quilómetros, é feita de forma rápida e em condições cómodas.
 O troço beneficiou de novo tapete asfáltico há dois anos, foi alargado e está bem sinalizado. A estrada é uma autêntica pista. Os automobilistas desfrutam de um tapete com todas as condições de orientação e advertência, que vão desde a sinalização vertical à horizontal, dos protectores aos ­reflectores nas pontes, passadeiras e espaços de estacionamento. Nesta via foram igualmente construídas três novas pontes sobre os rios Cune, Cunhinga e Nduluma.
Mas para quem tem como destino a cidaqde do Cuito, capital da província do Bié, ou mais além, estas condições duram pouco. Ao deixar o rio Mbuim, durante mais de 50 quilómetros só existem buracos, obrigando os condutores a muita paciência, o que faz com que a viagem seja incómoda.

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