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Falta de livros preocupa estudantes da vila do Andulo

José Chaves | Andulo

Estudantes da vila do Andulo, província do Bié, estão preocupados com a falta de livrarias, o que provoca a perda do hábito de leitura.

As únicas lojas que existem na localidade fazem apenas a venda de material escolar do ensino primário e do primeiro ciclo
Fotografia: Jornal de Angola

Estudantes da vila do Andulo, província do Bié, estão preocupados com a falta de livrarias, o que provoca a perda do hábito de leitura. Jovens contactados ontem pelo Jornal de Angola disseram que as únicas lojas que existem fazem apenas a venda de material escolar do ensino primário e primeiro ciclo.
 Ester Tolosso, estudante da escola secundária do II ciclo, esclareceu que os leitores são forçados a recorrer às cidades do Kuito e Huambo ou, na pior hipótese, à capital do país. A disponibilidade de livros sobre Economia, Direito, Psicologia, Gestão Orçamental e Análise Financeira é praticamente nula na vila do Andulo, revelou Ester Tolosso.
Victor Barata, finalista do ensino médio, disse que a falta de livros tem prejudicado a formação dos estudantes. Os estudantes apelam aos pequenos empresários e entidades oficiais a abrirem livrarias nessa localidade, com o objectivo de contribuir para a formação intelectual dos jovens estudantes e da sociedade em geral. A vila do Andulo, a 130 quilómetros a Norte da cidade do Kuito, conta com institutos médios agrário, de formação de professores e do ensino geral.

Hospital com falta de medicamentos

O Hospital da Missão de Chilesso, Andulo, precisa de quatro médicos – medicina geral, cirurgia, ginecologia e pediatria – para melhorar a assistência sanitária, disse, ontem, ao Jornal de Angola, o chefe do banco de urgência do estabelecimento.
A assistência clínica, frisou Amândio Sanico, está a ser feita por 41 técnicos, cinco deles com formação média e os outros, com curso básico. A par da falta de médicos, o hospital tem problemas de medicamentos.

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