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Falta de núcleo do ensino superior provoca fuga de quadros no Andulo

José Chaves | Andulo

A falta de um núcleo do ensino superior está a propiciar a fuga de quadros do município do Andulo, província do Bié, situação que está a fragilizar o funcionamento das instituições públicas locais, disse quinta-feira, a administradora municipal, Maria Lúcia Chicapa.

A falta de um núcleo do ensino superior está a propiciar a fuga de quadros do município do Andulo, província do Bié, situação que está a fragilizar o funcionamento das instituições públicas locais, disse quinta-feira, a administradora municipal, Maria Lúcia Chicapa.
De acordo com a responsável, todos os anos, o número de estudantes candidatos ao ensino superior aumenta consideravelmente, mas, por a localidade não dar resposta a esta necessidade por falta de um núcleo universitário, muitos munícipes preferem abandonar a zona.
Esta situação, segundo a administradora, pode colocar em risco o projecto do Executivo angolano, que visa a projecção do desenvolvimento dos municípios e zonas rurais para o combate à pobreza.
Maria Lúcia Chicapa disse que a extensão de salas das diferentes instituições do ensino superior ao município, sobretudo no ramo da formação de professores, poderia ajudar na contenção do problema.
Munícipes afirmaram à reportagem do Jornal de Angola que o desenvolvimento só é possível com recursos humanos qualificados, razão pela qual apelaram para a necessidade de se estender o ensino superior naquela parcela do território nacional.
Bernardo Vilombo, que terminou o ensino médio, no curso de Matemática/Física, em 2009, sugere que a Escola Superior Pedagógica do Bié devia, no presente ano académico, estender algumas turmas ao município do Andulo, tendo em conta o número de técnicos superiores controlados pela repartição municipal da Educação local.
A professora Helena Nbave concluiu o ensino médio há um ano, mas vê-se impedida de continuar a formação por falta de um núcleo universitário no Andulo. Por isso, apelou às autoridades a envidarem esforços para que este sonho se realize.
Segundo ela, existe uma centena de técnicos médios interessados em frequentar o ensino superior, mas que não conseguem a nível do município, levando alguns a partir para outras regiões, onde podem prosseguir a formação.
A jovem Cíntia Clarice, que concluiu igualmente o ensino médio, no ano antepassado, pede às autoridades locais que resolvam este problema o mais rápido possível, uma vez que vários estudantes desta região do centro do país estão a deslocar-se para a cidade do Kuito, capital do Bié, e para as vizinhas províncias do Huambo, Huíla e Benguela, com o intuito de se candidatarem nas diferentes universidades públicas e privadas.
O município do Andulo possui três instituições do ensino médio, os Institutos Médios Agrário e de Educação e a Escola do II ciclo local.

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