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Governo estuda nova divisão administrativa

Sérgio V. Dias e Delfina Victorino | Cuito

O Governo Provincial do Bié começa hoje a apreciar a proposta da nova divisão administrativa daquela parcela do país.

Panomâmica da capital da província do Bié
Fotografia: Sérgio V. Dias | Bié

A discussão sobre a nova divisão administrativa dos municípios acontece durante a sessão extraordinária de membros do governo, sob presidência do governador provincial Boavida Neto.
No encontro, os membros do Governo provincial vão apreciar e aprovar os Programas de Investimentos Públicos (PIP) e de Impacto Económico e Social Imediato referentes ao presente ano. Com uma superfície de 70.314 quilómetros quadrados, a província do Bié, além da capital, Cuito, conta com os municípios de Andulo, Cunhinga, Chinguar, Chitembo, Catabola, Camacupa, Cuemba e Nharea.

Parlamento Académico

O secretariado executivo do Conselho Provincial da Juventude (CPJ) realiza, quarta-feira, a quarta edição do Parlamento Académico, no município do Andulo. O acto, a decorrer sob o lema “O contributo da juventude académica do Bié na consolidação da paz e da democracia em Angola”, junta estudantes universitários e líderes de várias associações juvenis.

Protecção à criança

A criação de uma rede social composta por núcleos familiares e comités de vigilância, foi defendida pelo Governo do Provincial do Bié, durante o Fórum Provincial da Criança, com o objectivo de reduzir e eliminar a exploração, o abuso e o tráfico de menores. O Governo do Bié manifestou-se igualmente preocupado com a violência física e psicológica contra crianças que se regista ainda em muitas localidades da província. Para o cumprimento dos direitos da criança, assim como à sua protecção e desenvolvimento, o governador provincial do Bié disse que se devem actualizar as normas metodológicas que visam regular o funcionamento das instituições.
Boavida Neto, que coordenou o Fórum Provincial sobre a Criança, pediu aos membros do Governo Provincial que apostem na qualidade dos recursos humanos e na criação de infra-estruturas para melhorar o atendimento às crianças.
No tocante à questão do registo de nascimento, explicou que há necessidade de estender estes serviços às comunas e aldeias para encurtar as distâncias percorridas pela população.
A criação de centros de aconselhamento para sensibilizar os progenitores no sentido de assumirem uma paternidade responsável foi outra das recomendações feitas por Boavida Neto no fórum. “A criação de um programa de massificação desportiva comunitária, que vise cumprir as necessidades básicas da criança, deve ser tarefa de todas as administrações municipais”, concluiu Boavida Neto.

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