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Hospital do município de Mavinga necessita de médicos e reabilitação

Lourenço Bule | Mavinga

O Hospital Municipal de Mavinga, 450 quilómetros de Menongue, tem necessidade urgente de aumentar o quadro técnico, principalmente médicos e enfermeiros especializados, “para dar resposta aos muitos casos complicados de doença”, avançou terça-feira o Chefe de Enfermagem desta unidade clínica.

Membros da comissão técnica do programa municipal de combate à fome e à pobreza constataram os problemas da Instituição sanitária
Fotografia: Lourenço Bule | Mavinga

Carlos Sachiengo disse que o número insuficiente destes especialistas prejudica o combate a enfermidades como a malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, malnutrição e anemia, principais causas de morte da região.
O Chefe de Enfermagem salientou que a unidade sanitária conta com 26 técnicos básicos, profissionais que enfrentam dificuldades em assistir aos casos graves que ali chegam todos os dias. Carlos Sachiengo avançou que de Janeiro a Julho o Hospital registou um total de 20 óbitos resultantes de malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, malnutrição e anemia.
 A chegada tardia dos doentes aos serviços hospitalares, consequência do mau estado das vias de acesso e da falta de ambulâncias, foram também apontados como factores que originam a elevada taxa de mortalidade na região.
Quando há possibilidades, frisou o enfermeiro, os doentes com complicações graves são evacuados para o Hospital Geral de Menongue com uma aeronave da Sonair ao serviço do Governo que voa frequentemente para a cidade.
Carlos Sachiengo realçou que a situação é muito mais complicada na época chuvosa, uma vez que os 44.347 quilómetros de extensão que tem Mavinga são arenosos, o que torna difícil o acesso à sede do município.
O Chefe de Enfermagem disse que o Hospital Municipal “tem problemas resultantes da falta de água canalizada, energia eléctrica, casas de banho para os pacientes e para os técnicos em serviço, situação que deixa o hospital num estado de vulnerabilidade total”.
Apesar das dificuldades acima referidas, o responsável disse que a unidade não tem problemas com medicamentos, tendo em conta recepção regular que se verifica há já algum tempo.
 Carlos Sachiengo lamentou o facto dos pacientes internados terem de depender dos familiares para questões relacionadas com a alimentação e roupas de cama.

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