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Hospital Geral do Bié com falta de testes

Matias da Costa | Cuito

A falta de instrumentos para avaliação dos níveis da glicemia e da pressão arterial no banco de urgência do Hospital Geral do Bié é apontada como uma das principais preocupações dos pacientes e dos seus familiares que acorrem à unidade sanitária.

Pacientes clamam por melhor atendimento no hospital
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Os pacientes e seus familiares afirmam que, muitas vezes, os pacientes  chegam com urgência ao banco e, sem antes lhes ter sido feito qualquer teste, administram-lhes medicamentos, o que acreditam poder perigar a sua vida.
Um cidadão, que pediu o anonimato, lamentou o facto de ter perdido um parente diabético, ao qual, ao chegar ao banco de urgência, foi aplicado soro intravenoso. “Este soro continha níveis elevados de dextrose e terá causado a morte imediata do meu familiar”, acusa.
Em função disso, e, para evitar situações do género, o interlocutor apela à direcção do hospital que crie condições no sentido de permitir que os referidos testes sejam feitos, também, a nível do banco de urgência e não apenas nas áreas de internamento.
Como este, outro entrevistado, que também preferiu o anonimato, disse que o banco de urgência deve dispor de condições para que o doente seja bem atendido e encaminhado às áreas de tratamento da enfermidade descoberta.
Em resposta, a chefe do banco de urgência do Hospital Geral do Bié, Emília Satunga, assegura que, embora haja tais afirmações de pacientes, a unidade tem criadas as condições para precaver situações menos boas.

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