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Hospital sem reagentes para análises

Delfina Victorino | Cuito

 A falta de reagentes para as análises clínicas no hospital Geral do Bié tem dificultado o atendimento aos pacientes que ali se dirigem.

 A falta de reagentes para as análises clínicas no hospital Geral do Bié tem dificultado o atendimento aos pacientes que ali se dirigem.
A directora clínica do hospital provincial, Maria Isabel, assegurou que estão a ser criadas condições para solucionar o problema. “Foi contactada a empresa que fornece diversos materiais hospitalares no sentido de apetrechar o hospital provincial com reagentes”, disse.  Vários pacientes, como constatou o Jornal de Angola, recorrem àquele centro hospitalar para fazerem análises, uma vez que as clínicas privadas existentes nos arredores da cidade do Cuito também estão sem reagentes e os custos são elevados.
O Hospital Geral do Cuito assiste, diariamente, mais de 30 pacientes. Madalena dos Santos é uma jovem que encontrámos, na passada sexta-feira, no interior do referido hospital e disse ao Jornal de Angola que foi encaminhada por um dos médicos para fazer análise de vidal para completar a consulta. “Infelizmente não posso fazer por falta de reagentes. É triste. Terei de me deslocar a uma das províncias mais próximas”, referiu com alguma tristeza.
Maria Isabel, directora clínica do referido hospital, reconheceu que é a falta de reagentes é um mal que complica o trabalho dos médicos, dos enfermeiros e dos técnicos.  

Falta de salas de aula

Ao todo, 90.493 crianças ficaram fora do sistema normal de ensino, durante o presente ano lectivo, na província do Bié, revelou ontem o director provincial da Educação, Manuel Ngonga.
De acordo com o responsável, estes menores estão nessa situação devido a insuficiência de salas de aulas para atender as necessidades nos vários níveis de escolaridades, com maior incidência para o ensino primário.
Manuel Ngonga disse que apenas 628.869 alunos foram matriculados, neste ano lectivo, em todas as localidades da província do Bié, sendo os municípios do Kuíto, Andulo, Kamacupa, Katabola, Nharêa e Chinguar os que mais possuem estudantes e professores. O director provincial sublinhou que 2.374 professores para o ensino primário, 1.368 no primeiro ciclo do ensino secundário e 852 outros para o segundo ciclo do ensino secundário são necessários para cobrir o sector da Educação.
Mas, apenas 3.425 vagas, das quais, 2.152 para professores primários, 1.147 para o primeiro ciclo e 126 para docentes do segundo ciclo foram disponibilizadas para o concurso público, salientou o responsável. Para acesso às referidas vagas, Manuel Ngonga revelou que foram inscritos 6.121 candidatos, dos quais 170 técnicos superiores, 1.084 técnicos médios e 4000 técnicos básicos, distribuídos pelos nove municípios existentes.
A falta de inspecção regular, estruturas desportivas, livrarias, manuais escolares de acordo com os programas actualizados, alojamento condigno para professores que leccionam nas localidades distantes, entre outros, tem contribuído para a fraca qualidade no sistema educacional nas localidades mais longínquas.
Manuel Ngonga acentuou as dificuldades existentes na gestão do processo formativo, desde as condições de trabalho oferecidas aos professores e alunos, respectivamente, bem como o número excessivo de alunos por cada sala de aula.

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