Províncias

Jovens do Bié aprendem artes e ofícios

José Chaves e Matias da Costa | Cuito

Um total de 150 jovens são capacitados no pavilhão de Artes e Ofícios, na vila do Andulo, em diversas especialidades, disse, ontem, ao Jornal de Angola, o director do centro de formação, tutelado pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social.

O curso de carpintaria também consta entre os mais procurados pelos jovens nos pavilhões de artes e ofícios do município do Andulo
Fotografia: Daniel Benjamim | Cuito

Orlando Baptista disse que a formação  dura  nove meses e é orientada por cinco formadores, nas especialidades de  alvenaria, electricidade de baixa tensão, carpintaria, mecânica auto, culinária, corte e costura  e informática.
O responsável  do pavilhão de artes e ofícios do Andulo, Orlando Baptista,  disse que  os cursos mais concorridos são os de electricidade e informática.
  Orlando Baptista mostrou-se preocupado com a falta de oportunidades no mercado de trabalho, pois as empresas construtoras que operam na região recrutam técnicos noutras paragens.
O auto-emprego exige recursos financeiros, disse Orlando Baptista, para acrescentar que o acesso ao micro crédito tem sido difícil para os jovens.
 O pavilhão de artes e ofícios do Andulo,  afecto à Direcção Provincial do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, aberto em 2008,  já formou   800 jovens,  todos encaminhados para o Centro de Emprego.
Por outro lado, a associação de mulheres “Sol Nascente”, vocacionada para a apicultura, beneficia  de formação e de instrumentos de trabalho, para  aumentar a produção de mel na região do Mumbwé, município de Chitembo, disse, ontem, ao Jornal de Angola, o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal.
Rosário Teixeira explicou que o Instituto de Desenvolvimento Florestal e a Cruz Vermelha de Angola pretendem incentivar a produção de mel na província, que tem mais de cinco mil apicultores. “A insistência no abate indiscriminado de árvores está a provocar a extinção da espécie nativa da região do Bié, deplorou o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal, que reprova o comportamento de muitos lenhadores que continuam a derrubar árvores, tais como ossamba e ometi, para a produção do carvão”, disse Rosário Teixeira, que acrescentou que a actividade de fiscalização do IDF ainda é diminuta, por existirem apenas cinco agentes fiscais.
Em 2015, os apicultores da província produziram cerca de 20 mil litros de mel.

Tempo

Multimédia