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Lar recupera idosos acusados de feitiçaria

Delfina Victorino | Cuito

O elevado número de idosos acusados de práticas de feitiçaria pelos seus familiares está a preocupar o Governo Provincial e as entidades da sociedade civil na província do Bié, segundo o director do lar de idosos “Elavoko Ly Omuenho”, Caridade Eurico Massoli.

Inserção dos idosos no lar Omuenho passa pela adaptação tendo em conta os hábitos e costumes que trazem dos locais de origem
Fotografia: Nuno Flash

Em entrevista segunda-feira ao Jornal de Angola, Caridade Massoli disse que muitas famílias procuram desta forma desfazer-se das suas responsabilidades na tutela dos idosos, acusando-os de feiticeiros. “A maior parte de utentes do lar da terceira idade Elavoko Ly Omuenho são acusados de ser feiticeiros pelos seus próprios familiares”, sublinhou. O director do lar “Elavoko Ly Omuenho” adiantou que outros casos existentes no centro estão relacionados com a pobreza  de muitas famílias e que a instituição possui uma equipa multissectorial para a avaliação psíquica e económica dos familiares, para evitar o abandono constante dos idosos.
Caridade Massoli explicou que depois de uma avaliação profunda da situação económica dos familiares, a direcção do lar decide-se pela inserção ou não dos idoso no quadro de utentes. “A inserção dos idosos no lar Elavoko Ly Omuenhopassa pela adaptação, tendo em conta os hábitos e costumes nos locais de origem dos idosos”, sublinhou, notando que o consumo de álcool e cigarros são as práticas mais comuns entre os idosos, com as quais a instituição tem de lidar, no âmbito da terapia ocupacional.
“Com objectivo de aproveitar a terra, a direcção do lar tem aproveitado os idosos para actividades agrícolas no pátio da instituição, como terapia ocupacional”, acrescentou o responsável do lar dos idosos do Bié.
“A prática da agricultura no lar faz com que existem produtos que a instituição já não precisa de comprar, para confecção dos alimentos”, concluiu Caridade Massoli.

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