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Má nutrição de crianças é causa de morte no Bié

Matias da Costa | Cuito

As unidades hospitalares da província do Bié registaram, durante o ano passado, 121 mortes de menores de seis anos de idade, por causas directamente relacionadas com a má nutrição severa, anunciou ontem o director local da Saúde.

As unidades hospitalares da província do Bié registaram, durante o ano passado, 121 mortes de menores de seis anos de idade, por causas directamente relacionadas com a má nutrição severa, anunciou ontem o director local da Saúde.
José Augusto Gonçalves disse que os óbitos foram resultado de um total de 1.038 ocorrências de má nutrição severa, que deram entrada nos centros hospitalares, com maior incidência nos municípios do Cuito, Andulo e Camacupa.
O director, que falava na abertura do seminário provincial sobre combate a casos de morte por má nutrição, sublinhou que a causa dos óbitos foi identificada, tendo acrescentado que não se trata de falta de alimentos, mas sim de uma fraca orientação dos pais e responsáveis na dieta alimentar administrada às crianças.
Por isso, disse José Augusto, o seminário realizou-se com o propósito de apetrechar os técnicos de estratégias a desenvolver nestes casos, com vista à redução de mortes por má nutrição e ao reforço da vigilância epidemiológica, para a despistagem precoce da doença. Aquele responsável realçou igualmente a intensificação das acções de educação nutricional por parte dos profissionais de saúde às comunidades mais propensas, para que a população saiba consumir o que produz.
A redução das mortalidades materna, neo-natal e infantil constituem grandes desafios do Executivo, traçado no seu programa, sendo assim urgente a desconcentração das acções de saúde a nível municipal.
A chefe de secção do departamento nacional de Nutrição, Maria Futi Tati, assegurou que o sector, na província do Bié, está a trabalhar no programa de revitalização dos serviços de saúde. Para isso, é necessário melhorar o conhecimento dos técnicos na província, para garantir o tratamento das crianças que padecem de má nutrição e evitar que outras corram o mesmo perigo.
Para a nutricionista não há razões para que a província do Bié tenha casos de má nutrição. Falta apenas uma maior sensibilização da população para a importância da diversidade alimentar na mulher grávida e na criança.

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