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Moradores da Centralidade contra as cobranças injustas

João Constantino

Muitos moradores da nova Centralidade do Cuito estão agastados com o estado das casas, devido à penetração das águas da chuva, assim como com a dupla cobrança de serviços da Empresa de Águas e Saneamento do Bié.

Casas da centralidade do Bié apresentam várias debilidades
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Em alguns casos, os moradores, para verem a situação resolvida, têm de esperar cinco dias ou mais para liquidarem as facturas de água, pois, são obrigados a pagar também a taxa de lixo doméstico, fixada em 2.500 kwanzas. O mais preocupante é terem de pagar duas vezes a factura da água. Paga-se pelo consumo  1.740 kwanzas por mês, mais 1.595 pelas águas residuais.
Antónia Chissoti, funcionária pública e moradora na centralidade, diz ser inadmissível pagar duas vezes pelo mesmo serviço. “Isso,  é absurdo”. 
Por seu lado, o responsável   da área comercial da Empresa de Águas e Saneamento do Bié, José Pacato, argumentou que os habitantes da Centralidade do Cuito pagam duas vezes a água, por haver uma estação de tratamento de águas residuais.
“Por existir na centralidade uma estação de tratamento de águas residuais, os clientes pagam pelo consumo e pelo tratamento das águas residuais. Reconhecemos que não os alertamos para esse facto, embora conste no contrato que celebraram connosco”, disse.
Questionado se é correcto pagar duas vezes pelo mesmo serviço, no caso do consumo de água, respondeu que não cabe à Empresa de Águas e Saneamento rever a situação nem a corrigir. “Os próprios clientes têm o direito de fazer as reclamações”, justificou-se José Pacato.
Quanto ao mau estado de algumas moradias, Agostinho da Silva afirmou que na sua casa entra água da chuva pelo tecto, janelas e  pelos disjuntores eléctricos. “Vivemos uma situação de perigo iminente”.

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