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Munícipes defendem protecção do ambiente

José Chaves | Andulo

Um maior envolvimento das autoridades tradicionais na denúncia de práticas de abate indiscriminado da fauna e da flora foi defendido, no Andulo, Bié, pelos munícipes daquela circunscrição.

Fotografia: DR

Armando Sapalo, residente no bairro Chivili, na sede municipal, disse que a preservação da fauna e da flora é tarefa e dever de toda a sociedade, sendo os sobas elementos importantes, por conhecerem melhor nas comunidades os praticantes de abate indiscriminado de árvores e da caça ilegal.
Os efeitos negativos da caça furtiva têm sido responsáveis pela diminuição ou mesmo desaparecimento de espécies de animais, nas florestas da província, acrescentou.
“Os pequenos agricultores devem evitar queimadas desnecessárias de florestas, para se preservar a biodiversidade e o meio ambiente”, aconselhou Armando Sapalo. Por seu turno, Maria António, estudante do Instituto Médio Agrário do Andulo, afirmou ser muito importante a preservação da flora e fauna, para o bem da sociedade.
“É preocupante a acção de muitos criadores de gado que ateiam fogo nas matas, incluindo os camponeses que se dedicam ao fabrico de carvão. Temos que unir esforços para conter estas práticas, que têm vindo a causar danos incalculáveis ao meio ambiente”, disse a estudante, que realçou ser urgente que a população se abstenha deste tipo de comportamento, que em nada beneficia o ambiente.
Segundo Maria António, muitos locais que podiam ser utilizados para a prática da agricultura e pecuária estão a ser destruídos pelas populações.
Maria António acrescentou que as queimadas anárquicas têm afectado o meio ambiente e campos agrícolas, com destaque para as áreas de cultivo de milho, mandioca e feijão. Sublinhou que o envolvimento das autoridades tradicionais na sensibilização das populações é fundamental.
Por sua vez, o presidente da Associação dos Promotores do Meio Ambiente, Fonseca Satula, disse que a maior parte dos autores destas acções são caçadores furtivos.
O responsável avançou que as queimadas, que se registam frequentemente na época seca, têm atingido campos agrícolas, destruindo as áreas de cultivo. Manifestou a necessidade de os munícipes e os sobas ajudarem as autoridades na divulgação das medidas que visam a preservação do meio ambiente, evitando as queimadas e outras práticas nocivas à natureza.

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