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Nascem obras nos locais armadilhados com minas

Delfina Vitorino|Kuito

O processo de detecção e remoção de minas levado a cabo pelo Instituto Nacional de Desminagem (INAD), pela Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) e pela Organização Não Governamental Hallo-Trust, tem possibilitado a construção e a reabilitação de infra-estruturas rodoviárias, sociais, administrativas e turísticas na província do Bié.

Processo de desminagem está a priorizar estradas e campos agrícolas para facilitar a livre circulação e o escoamento de produtos
Fotografia: Jornal de Angola

O processo de detecção e remoção de minas levado a cabo pelo Instituto Nacional de Desminagem (INAD), pela Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) e pela Organização Não Governamental Hallo-Trust, tem possibilitado a construção e a reabilitação de infra-estruturas rodoviárias, sociais, administrativas e turísticas na província do Bié.
Pontes, estradas e campos de cultivo foram desminados, nos últimos oito anos, para facilitar a livre circulação de pessoas e bens e incentivar a agricultura.
Em 2004, segundo dados do Instituto Nacional de Desminagem, houve 97 acidentes por minas, causando 76 mortes e 126 feridos. Os acidentes destruíram oito viaturas.
Até agora, mais de 106.815 metros quadrados de campos agrícolas foram desminados e 282 quilómetros de estradas “limpas”, ainda de acordo com o Instituto Nacional de Desminagem.
É visível a construção de escolas, hospitais, centros de saúde, estruturas administrativas, comerciais e hoteleiras em vários locais da província do Bié, onde antigamente se corria o risco de accionar minas.
 A província do Bié foi palco de conflitos durante muitos anos, por isso a actividade de desminagem é um processo lento e intensivo.
Actualmente, mais de 20 quilómetros de estradas têm suspeitas de minas, mas as empresas de desminagem garantem desactivar os engenhos existentes.
A Hallo Trust, uma organização não governamental de desminagem, removeu, no último trimestre de 2009, 207 minas anti-pessoal, 15 minas anti-tanque e destruiu 484 engenhos não detonados.
A empresa sensibilizou 334 mil pessoas sobre os perigos das minas, em diversas localidades da província, no sentido de cooperarem com as entidades competentes na denúncia de locais suspeitos.
João Baptista, responsável local da Hallo Trust, afirmou que, apesar do trabalho intenso de desminagem, realizado nos últimos anos, há a possibilidade de existir ainda um número considerável de minas na província.

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