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Normalizada circulação rodoviária no troço entre Andulo e Calussinga

José Chaves (*)| Calussinga

A circulação de pessoas e bens no troço rodoviário que liga a sede do município do Andulo à comuna de Calussinga está normalizada desde terça-feira.

A circulação rodoviária na ponte sobre o rio Kuime estava interdita desde sexta-feira devido o desabamento da mesma
Fotografia: Jornal de Angola

A circulação de pessoas e bens no troço rodoviário que liga a sede do município do Andulo à comuna de Calussinga está normalizada desde terça-feira.
As populações ficaram privadas de se movimentar no referido troço desde sexta-feira passada, devido ao desabamento da ponte alternativa sobre o rio Kuime, 25 quilómetros a Sudoeste da sede do Andulo. A ponte desabou em consequência das fortes chuvas que estão a cair intensamente na região.
Os automobilistas louvam o trabalho realizado para superar o problema, mas suspeitam que em caso de chuvas intensas a referida ponte volte a estar submersa e ser novamente arrastada pelas águas do rio, conforme afirmou António Cambulo, presidente da Associação dos Taxistas do Andulo. A mesma opinião foi partilhada pelo Padre Estevão Muquinda.
O supervisor da empresa de estradas e pontes, que trabalha na recuperação da ponte principal, Leonor Edmilson, garantiu que as viaturas já podem circular sem quaisquer receios, mesmo que o caudal do rio volte a aumentar.
De referir que a estrada nacional número 142, no troço Andulo/Calussinga, permite a ligação entre as províncias do Bié, Kwanza-Sul e Malange.
A comuna de Calussinga situa-se a 75 quilómetros do Andulo, tem uma extensão territorial de 4.150 quilómetros quadrados, com nove bairros, 14 povoações, 13 ombalas e 168 aldeias.

Ravinas no Cuito

As ravinas nos bairros Cangangawe e Chissindo têm alastrado a cada dia que passa, ameaçando destruir 100 casas que se encontram nos arredores das referidas localidades e cortar a estrada que liga a periferia do bairro Chissindo ao centro da cidade do Cuito.
O responsável da Comissão Provincial de Protecção Civil, José Pinto, explicou que no bairro Cangangawe cerca de vinte famílias, que se encontravam nas proximidades da ravina, já foram realojadas no ano passado, para prevenir danos humanos. Alguns moradores, acrescentou, insistem em instalar as suas residências próximo das ravinas, o que tem dificultado o processo de alojamento de outras pessoas que precisam de mais atenção.
Com mais de 30 metros de profundidade e 20 de largura, as ravinas nos bairros Cangangawe e Chissindo têm preocupado as entidades da Comissão Provincial de Protecção Civil. José Pinto disse que as ravinas estão a progredir em direcção ao centro da cidade, e, segundo as entidades do governo local, foi contratada uma empresa para as estancar, mas até ao momento nada foi feito devido à crise financeira, e o seu sector não tem condições técnicas para começar os trabalhos.
“As ravinas de pequenas dimensões devem começar a ser estancadas o mais rápido possível, para prevenir situações desastrosas no futuro e evitar os gastos financeiros após a sua progressão”, disse José Pintoexplicou.
Actualmente, na cidade do Cuito existem quatro ravinas e estão todas a ser estancadas pela população através de métodos tradicionais. Segundo José Pinto, a destruição do perímetro florestal é uma das causas do alastramento das ravinas.



(*) Com Delfina Victorino

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