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Novas escolas no município de Camacupa

Delfina Victorino e Matias da Costa | Cuito


O acesso ao ensino está mais facilitado no município de Camacupa, com a construção de três novas escolas  do segundo ciclo, o que vai permitir o ingresso de centenas estudantes que residem longe do centro urbano.

A construção de mais escolas facilita o acesso de milhares de alunos aos vários níveis de ensino sobretudo as classes iniciais
Fotografia: João Gomes

A administradora municipal de Camacupa, Alcida de Jesus Camateli, está satisfeita com a construção dos estabelecimentos de ensino, para permitir que mais alunos tenham acesso ao ensino, conforme o propósito do Executivo.
Na sede municipal de Camacupa estão também o Instituo Politécnico e a Escola de Formação de Professores. A comuna do Cuanza, que dista 22 quilómetros de Camacupa, conta com uma escola do segundo ciclo e um instituto médio.
Alcida de Jesus Camateli garantiu dar continuidade à construção de salas, no quadro do Programa de Desenvolvimento e de Combate à Pobreza que visa reduzir o número de crianças fora do sistema escolar e o nível de analfabetismo.
Em várias comunas do município de Camacupa estão a ser construídas escolas com 12 e seis salas para o ensino primário e secundário, de modo a permitir com que a população estude na sua área de origem.
A administradora municipal de Camacupa informou que foram construídas no ano passado 60 salas para vários níveis de ensino e garantiu que este ano lectivo, mais de mil professores estão disponíveis para leccionar em vários ciclos de ensino. “É insuficiente o número de professores, atendendo à população estudantil. A maior parte dos docentes trabalham na sede municipal e nas comunas de Muinha e Cuanza, onde há maior número de alunos”, precisou. Para admitir mais professores, a Direcção Provincial da Educação e a Administração Municipal  estão a trabalhar na localização de vagas deixadas por docentes já falecidos e reformados para serem substituídos. Em Camacupa, as autoridades locais apostam na produção de arroz em algumas comunas para manter a economia e estabilidade alimentar, com base no plano do Executivo.
O governo angolano e japonês, com base no convénio existente apostaram na produção do arroz. A administradora municipal, Alcida de Jesus Camateli, admitiu que Camacupa  já foi no passado um grande produtor do arroz, por isso, referiu, há necessidade de recuperar a prática desta cultura.
“A economia do país deve ser diversificada com a produção de várias culturas, mais para isso devemos também contar com grandes investidores. Pensamos estar no bom caminho e acreditamos que o município vai voltar a ser uma potência na produção do arroz”, afirmou.

Assistência avaliada


O “grupo restrito” do Governo Provincial do Bié reuniu-se ontem, na cidade do Cuito, para estudar e apresentar propostas concretas, com vista a assegurar melhorias no atendimento aos pacientes que acorrem  às unidades de saúde da região.
Sob orientação do governador do Bié, Álvaro de Boavida Neto, os membros do “grupo restrito” do Governo Provincial analisou pormenorizadamente a situação dos serviços essenciais da principal unidade sanitária da província. Foi informada a redução substancial do orçamento do Hospital Geral do Bié.
O governador Boavida Neto recomendou à área social e económica do governo para fazer um estudo aprofundado, que reflicta um melhor aproveitamento dos serviços importantes. Disse ser urgente a elaboração de prioridades das reais necessidades da maior unidade sanitária da província, para posterior envio do processo ao Executivo.No encontro, o grupo apreciou ainda a programação financeira em bens e serviços do Governo Provincial referente ao mês de Abril, disponibilizado pela Direcção Nacional do Tesouro. O “grupo restrito” autorizou o projecto de gestão de terras na província pela “Visão Mundial” e “DW”, duas organizações não governamentais, com a participação de um técnico nacional em cada município.
A Polícia Nacional recebeu instruções para fiscalizar a circulação de ambulâncias “de forma a impor uma utilização objectiva, autorizada e regrada no transporte de doentes”.

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