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Postos de registos do Cuito com muito fraca adesão

Delfina Victorino| Cuito

Os hábitos culturais existentes em determinados grupos de certas localidades da província do Bié têm contribuído para a fraca adesão ao registo gratuito de crianças após o nascimento, disse ontem o director provincial da Justiça e dos Direitos Humanos.

Mateus Balanda, que falava na cidade do Cuito, referiu que a situação tem dificultado o trabalho dos profissionais de registo e conservatória na região, pois os progenitores, sobretudo de algumas localidades do interior, defendem que antes da atribuição do nome a uma criança deve-se ter certeza dos traços físicos para comprovar a sua paternidade.
O director provincial citou os municípios da Nharea, Chitembo e Cuemba, que distam  mais de 120 quilómetros da cidade do Cuito, como as localidades em que os hábitos culturais mais influenciam   o processo de registo de nascimento.“Com os centros de Saúde nas sedes dos municípios, o sector da Justiça traçou uma estratégia para a implementação de serviços de registos e conservatórias”, referiu Mateus Balanda, acrescentando que durante o primeiro semestre deste ano foram registadas 41 mil crianças na província do Bié.
O responsável da Justiça e Direitos Humanos disse que o sector trabalha para a extensão dos seus serviços a todas as localidades da província, para facilitar a vida das populações.
“Estamos a trabalhar vno sentido de expadir os nossos serviços para permitir que mais crianças sejam registados. Existem contacto neste sentido”, disse.
Mateus Balanda referiu que as administrações municipais, autoridades tradicionais e as igrejas são os principais parceiros do Estado no processo de sensibilização das famílias à adesão ao processo de registo de nascimento.

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