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Poucas chuvas afectam produtividade agrícola

Delfina Victoriano | Cuito

O presidente da União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA) no Bié revelou ontem que a chuva fraca que tem caído na província está a afectar o rendimento dos agricultores.

Governo da província está a trabalhar no sentido de conseguir aumentar a colheita
Fotografia: Dombele Bernardo

O presidente da União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA) no Bié revelou ontem que a chuva fraca que tem caído na província está a afectar o rendimento dos agricultores.
Mariano Sassoma referiu que as colheitas estão condicionadas, uma vez que a região não possui ainda sistemas de irrigação, o que deixa os agricultores a depender exclusivamente das chuvas.
Os municípios do Cuemba, Camacupa e Chitembo são os principais produtores de arroz. O governo está a trabalhar no sentido de conseguir aumentar a colheita de outras épocas.
Na província cultiva-se principalmente arroz, feijão, milho, sisal, banana, batata, café e horticulturas.
O responsável sublinhou que, por exemplo, o município do Chinguar é o maior produtor de batata e, muitas vezes, estes bens chegam a apodrecer nos campos, por falta de compradores. Esta situação, associada à falta de escoamento dos produtos de centenas de camponeses, continua na lista das grandes preocupações da UNACA.
Mariano Sassoma garantiu que os produtores locais demonstram vontade de incentivar a actividade agrícola, mas é necessário que o governo adopte políticas que visem o escoamento dos produtos.

O impulso do microcrédito

O sistema de concessão de mi­crocrédito aos camponeses, com o objectivo de permitir aos agentes económicos alcançar a rentabilidade, produtividade e eficiência, tem facilitado a vida dos camponeses.
O presidente da UNACA/Bié salientou que os municípios do Cuito, Andulo, Camacupa e Catabola estão abrangidos pelo processo de microcrédito. Pelo menos 20 pessoas coordenam cada uma das 46 cooperativas devidamente legalizadas, para facilitar a concessão do microcrédito.

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