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Professores fazem prova de vida

João Constantino | Cuito

A Direcção Provincial da Educação do Bié está a submeter os professores dos diferentes níveis de ensino à prova de vida, com vista a detectar funcionários fantasmas e saber o número exacto de quadros do sector.

O fim dos docentes fantasmas da província permite que os alunos tenham mais aulas
Fotografia: Domingos Cadência

O director provincial da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Basílio Caetano, disse durante a realização da VII Reunião Ordinária do Conselho Provincial de Auscultação Social, que foi criada uma comissão que vai acompanhar o processo, para se detectar professores fantasmas. 
A comissão é composta por elementos da Direcção de Inspecção, Administração e Finanças e Recursos Humanos e vai procurar apurar junto das repartições municipais a fidelidade dos dados estatísticos.
“Com base nesta realidade, a direcção da Educação realiza o processo de registo geral do sector, professores, alunos, salas de aulas e trabalhadores administrativos", disse.
O director da Educação acusou alguns responsáveis de escolas e chefes de repartição pela gravidade da situação no sector, por permitirem que professores leccionem apenas em determinados dias, sem cumprir a carga horária semanal estabelecida por lei. Muitos professores dão aulas aos sábados e domingos, contrariando o calendário escolar e, por incrível que pareça, os directores permitem estes actos.
Por lei, disse, não é permitido que um professor apareça apenas aos fins-de-semana para dar aulas, mas, referiu, infelimente muitos dos quiadros do sector se comportam desta maneira, o que leva os princípios.
Alguns directores fazem a folha de efectividade sem que constem faltas justificadas ou injustificadas no livro do ponto. Este procedimento, acrescentou, leva a concluir que os professores nem sequer comparecem no local de trabalho.

Processo disciplinar

Para evitar situações mais graves no futuro, Basílio Caetano afirmou que vão ser instaurados processos disciplinares e consequentes autos por abandono de lugar. “Temos de pautar por medidas disciplinar para evitar com que outros sigam o mesmo exemplo”, realçou.

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