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Queimadas anárquicas preocupam autoridades

José Chaves | Andulo

As constantes queimadas anárquicas que se têm registado nos últimos dias no município do Andulo, na província do Bié, estão a preocupar as autoridades administrativas e tradicionais da localidade, anunciou ontem ao Jornal de Angola o administrador municipal adjunto. 

Um ângulo da vila do Andulo onde a caça furtiva e o abate de árvores ganham corpo
Fotografia: José Chaves| Andulo

António Capita disse que as queimadas que se registam frequentemente na época seca afectam o meio ambiente. Esta prática tem atingido campos agrícolas, com destaque para as áreas de cultivo de  milho, mandioca e feijão.
Por sua vez, o vice-presidente da Associação de Protecção do Meio Ambiente (APROMA), António Sicato, disse que os autores destas acções são supostos caçadores.
António Sicato manifestou a necessidade dos munícipes preservarem o meio ambiente, evitando as queimadas e outras práticas nocivas à natureza. O secretário da regedoria municipal, Bernado Sandjamba, é de opinião que as queimadas devem ser controladas, por forma a evitar danos à natureza e ao próprio homem. “O controlo das queimadas ajuda à realização de uma caça responsável, que previne o abate de espécies protegidas”, acrescentou. />
Protecção da fauna e da flora no Moxico

Um maior envolvimento das autoridades tradicionais na denúncia de práticas de abate indiscriminado da fauna e da flora foi ontem defendido, no Luena, pelo chefe do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na província do Moxico, Isaac Victor.
Ao falar à Angop, o responsável disse que a preservação da fauna é tarefa e dever de toda a sociedade, sendo os sobas elementos importantes por conhecerem melhor nas comunidades os praticantes de abate indiscriminado de árvores e da caça ilegal. Os efeitos negativos da caça furtiva têm sido responsáveis pela diminuição ou mesmo desaparecimento de espécies de animais, ao longo das florestas da província.
Os pequenos agricultores devem evitar queimadas desnecessárias de florestas, para se preservar a biodiversidade e o meio ambiente, aconselhou Isaac Victor.

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