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Reaberto trânsito rodoviário entre Bié e Cuando Cubango

Nicolau Vasco | Mombue

A circulação rodoviária entre as províncias do Bié e do Cuando Cubango através da  Estrada Nacional 140 reatou quinta-feira, com a abertura de uma via alternativa, na localidade de Mombue,  adjacente à ravina que impedia o trânsito de viaturas.

As obras estão a ser executadas por técnicos do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA)
Fotografia: Nicolau Vasco | Edições Novembro

A reportagem do Jornal de Angola esteve no local, nas primeiras horas de quinta-feira e  testemunhou  o início dos trabalhos  do caminho alternativo, com cerca de 400 metros.
As obras ,que estão a ser executadas por técnicos do Instituto Nacional de Estrada de Angola (INEA) das  províncias do Cuando Cubango e do Bié,  depois de concluídas vão permitir o restabelecimento da circulação de veículos e pessoas  na mesma proporção  que  se verificava antes da interrupção da  referida via. Os vice-governadores para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas do Cuando Cubango e do Bié, Bento Xavier e José Tchatuvela, respectivamente,  deslocaram-se até local  no dia do início  dos trabalhos. Na oportunidade, os dois governantes foram informados sobre os detalhes que envolvem os trabalhos , desde o começo até ao final .
Enquanto se aguarda que  o Executivo libere as verbas e mobilize os meios para a reparação da manilha e o estancamento da ravina que  está a progredir na referida via, as autoridades das províncias do Cuando Cubango e do Bié, com o apoio do Instituto  Nacional de Estrada de Angola estão apostadas em restabelecer a circulação  naquele troço provisoriamente.   
A ravina, que existe há mais de 10 anos,  tem 15 metros de largura e nove de profundidade, tendo já sido intervencionada em  2006 e em 2016   e  por terem sido obras paliativas  progrediu até aos dias de hoje. Ainda em 2016, devido ao crescimento desta ravina, as autoridades locais criaram uma  via alternativa  para minorar os perigos no trânsito rodoviária, mas as fortes chuvas que se abateram  na região nos últimos tempos o troço ficou intransitável, quer para  camiões quer para  veículos ligeiros.  
O vice-governador do Cuando Cubango disse na ocasião que “o início dos trabalhos paliativos” dão garantias de que a circulação rodoviária entre a sua província e o resto do país, passando para o Bié e do Huambo será reposta  provisoriamente de forma  gradual, prevenindo os automobilistas a circularem com precaução, “tendo em conta as chuvas intensas que estão a cair na região”.
Bento Xavier acrescentou que apesar de a ravina estar sedeada no município do Chitembo, sob jurisdição da província do Bié, o governo do Cuando Cubango não podia ficar de fora, “ essencialmente  porque a Estrada Nacional 140  é a única que liga o Cuando Cubango com as demais províncias  e até com a capital do país”.
“O Governo do Cuando Cubango  teve de disponibilizar alguns meios técnicos, em colaboração com o INEA, para os trabalhos que estão em curso, apesar da ravina estar sedeada na região do Bié, pois tem todo interesse no reatamento da circulação automóvel nesta via”, disse Bento Xavier ao Jornal de Angola durante o momento em que visitava o local das obras  no munícipio de Chitembo. Por seu lado, o vice-governador para o sector técnico e infra-estruturas do Bié, José Tchatuvela, sublinhou que os trabalhos definitivos vão basear-se na abertura de uma secção e uma  caixa para acolher águas residuais,” por forma a travar definitivamente o avanço da ravina”.
José Tchatuvela  informou que, “não fosse a falta de verbas  em 2016, quando  arrancaram os trabalhos definitivos para estacar a ravina”, o aludido troço não estaria hoje interrompido , pois naquela altura atingiu-se uma execução física de 65 por cento.
“Os trabalhos foram feitos em parceira com o Governo da Província do Bié e do Ministério da Construção na altura, através do Fundo Rodoviário, com vista a repor a circulação definitiva, entre as regiões do Cuando Cubango, Bié e Huambo. Contudo, por falta de dinheiro não foi possível prosseguir com as obras. Como resultado, a ravina progrediu até impedir a circulação de automóveis”, disse Tchatuvela.

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