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Reclusos fazem formação

Delfina Victorino | Cuito

Cerca de cem reclusos participaram em acções de formação em artes e ofícios promovidas pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), na província do Bié, durante dois anos, afirmou ontem o chefe dos serviços da referida instituição, Francisco Chivangulula.

O curso de electricidade consta entre os que estão a ser ministrados aos reclusos na região
Fotografia: Jornal de Angola

Cerca de cem reclusos participaram em acções de formação em artes e ofícios promovidas pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), na província do Bié, durante dois anos, afirmou ontem o chefe dos serviços da referida instituição, Francisco Chivangulula.
“Desde 2011 que o INEFOP adoptou este programa como forma de integrar os reclusos na sociedade após a sua libertação”, disse Francisco Chivangulula, acrescentando que, além dos reclusos, o INEFOP formou seis mil pessoas nas especialidades de alvenaria, mecânica-auto, culinária, serralharia, canalização, electricidade e construção civil.
Os reclusos formados estão em condições de entrar para o mercado de trabalho nas áreas da sua formação, quando saírem em liberdade, garantiu. Os projectos a executar durante este ano são vários e estão ligados à expansão da formação da juventude e deficientes físicos, para a diminuição do índice de desemprego na província do Bié.
O “Projecto distribuição de kit”, desenvolvido pela direcção-geral do INEFOP, que tem como objectivo facilitar a formação e aquisição prática de conhecimentos, tem sido bem sucedido, acrescentou. 
Francisco Chivangulula disse que, actualmente, alguns profissionais qualificados do Bié estão a formar novos quadros na vizinha província do Kuando-Kubango. No Bié, os nove municípios que compõem a província já têm os serviços do INEFOP, enquanto as comunas são abrangidas por serviços móveis de formação, com a duração de três a seis meses.
A comuna de Calussinga, município do Andulo, vai beneficiar, dentro em breve, de formação para a juventude, numa parceria entre o INEFOP e a Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA).

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