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Rede hospitalar amplia serviços

Afonso Belo| Cuito e José Chaves| Andulo

A província do Bié vai passar a dispor de novas unidades sanitárias, nos municípios de Catabola, Camacupa, Chinguar e Andulo, anunciou na segunda-feira, na cidade do Cuito, o governador Boavida Neto.

Programa de melhoria dos serviços de assistência médica e medicamentosa decorre em ritmo satisfatório em comunidades da província
Fotografia: Dombele Bernardo

Algumas obras dos hospitais, centros e postos de saúde, desenvolvidas no âmbito do programa de melhoria dos serviços de assistência médica e medicamentosa à população, arrancam em breve.
As autoridades estão a estudar mecanismos para arrancar com o projecto de construção e trabalhar igualmente na ampliação dos estabelecimentos que já existem. Neste âmbito, para prestar uma assistência condigna aos doentes, o Hospital Municipal de Camacupa já está a ser alvo de ligeiras obras de reabilitação, através de fundos da Administração Municipal.
Os centros materno-infantis também vão merecer a atenção das autoridades, de acordo com o programa do Governo, no sentido de melhorar cada vez mais a assistência à mulher grávida e aos bebés.
Boavida Neto reconheceu existirem melhorias na assistência sanitária na localidade do Chitembo, uma vez que o Governo Provincial do Bié pôs à disposição da população um novo hospital, construído com material pré-fabricado, assim como está a ampliar o antigo estabelecimento hospitalar da região.
No município do Cuemba, acrescentou, está em curso a construção de um hospital regional, que também vai servir pacientes das comunidades circunvizinhas das províncias do Moxico, Kuando-Kubango e de outras partes.
Sobre as obras do novo Hospital Central do Bié, elas dependem das estruturas centrais.
O Governo investiu 109 milhões de kwanzas, no ano passado, para a construção de um novo hospital provisório no Cuito, com capacidade para 150 camas. O referido hospital provisório está a funcionar em três naves, prestando serviços de farmácia, enfermagem, maternidade, cirurgia, hemoterapia, entre outros.

Casos de malária


O hospital municipal do Andulo diagnosticou, durante o primeiro trimestre deste ano, 1.103 casos de malária, mais 690 em relação a igual período anterior, informou ao Jornal de Angola o chefe da ­Secção de Estatística local. Bernardo Mateus afirmou que dos casos notificados, 12 resultaram em óbito, referindo que as crianças com menos de cinco anos e as grávidas foram as mais afectadas pela doença. Diariamente são notificados 50 casos de malária, situação que preocupa as autoridades sanitárias da região. Além da malária, o hospital municipal tem registado doenças respiratórias, diarreicas e tuberculose.                                

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