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Registadas 443 mortes por malária complicada

Um total de 443 pessoas, com maior realce para crianças menores de 15 anos, morreram na província do Bié, nos meses de Janeiro e Fevereiro do ano em curso, por malária complicada, informou ontem o director provincial da Saúde.

Vários hospitais do Bié continuam a receber muitos pacientes com malária
Fotografia: Edson Fabrízio| Edições Novembro

Ao falar à Angop, João Cacungula  disse que, em relação ao período anterior, registou-se o aumento de mais de 100 óbitos e as autoridades sanitárias da província continuam a trabalhar para reduzir as mortes por malária, pedindo a sensibilidade da população para colaborar na limpeza dos bairros e dos charcos, para evitar a reprodução do mosquito transmissor da doença.
  João Cacungula disse que a maioria dos óbitos ocorreu no hospital central, com 199 casos,  no hospital do município do Andulo houve 58 casos, no  Chinguar 57 casos e em Camacupa registaram-se 32 mortes. A vila do Chitembo registou, no mesmo período, 22 óbitos, e Catabola 21,  Nharea 20, enquanto os municípios do Cunhinga e do Cuito tiveram 14 mortes cada.
A província do Bié, no centro de Angola, tem uma população estimada em um milhão, 455 mil e 225 habitantes, tendo 178 unidades sanitárias, entre as quais um Hospital Geral, seis missionários, nove municipais, 38 centros e 119 postos de Saúde.
Os serviços hospitalares são assegurados por 3.570 funcionários, sendo 84 médicos (13 nacionais).
Além da malária,  João Cacungula informou que foram  tratados, nas unidades sanitárias, pacientes com  tuberculose, HIV/Sida, infecções respiratórias e diarreias agudas, doenças hipertensivas e conjuntivite.

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