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Repovoamento florestal sem programa

Afonso Belo e Sérgio V. Dias| Cuito

O director do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), no Bié, manifestou-se preocupado com a falta de programas para o repovoamento florestal por parte das administrações municipais e de moradores das novas centralidades naquela província.

Criados vários viveiros com diferentes espécies para serem plantados nos municípios
Fotografia: Santos Pedro

Rosário Jacinto referiu que, em função da época chuvosa, o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal criou vários viveiros com diferentes espécies, entre cedros, eucaliptos e acácias, para serem plantados em cinco hectares por cada um dos nove municípios da província. O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal frisou que a iniciativa do organismo não teve o respaldo das a­dministrações municipais, para a efectivação do referido programa.
 Apenas o Cuito apresentou um programa de plantação de árvores nas proximidades do mercado do Tchissindo, dos cemitérios monumento e municipal e em algumas das artérias da sua cidade. Rosário Jacinto informou que no município do Cuito, os projectos de âmbito ambiental foram concretizados em cooperação com as associações juvenis, como os escuteiros, Conselho Provincial da Juventude e a JMPLA.
O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal lamentou  a falta de colaboração dos moradores das novas centralidade construídas nos municípios do interior, salientando que estes também nunca apresentam programas para a plantação de árvores em forma de cortinas de vento.

Abate de árvores

Outra situação que preocupa o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal no Bié tem a ver com o abate em grande escala de árvores pela população, para a produção de lenha de carvão, comercializado na localidade e serve se sustento das várias famílias.
O director do Instituto de Desenvolvimento Florestal adianta que uma das consequências do abate desordenado de árvores é o surgimento de estiagens, além de ventos fortes que acarretam prejuízos avultados para as comunidades.
Rosário Jacinto aconselha, no entanto, que para cada árvore cortada devia ser obrigatória a plantação de outras cinco. Deste modo, estava garantida a conservação do ecossistema.

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