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Sal sem iodo causa doenças

João Constantino | Cuito

A falta de iodo no sal é apontada como causa de atrasos mentais, aumento da mortalidade infantil, bócio e retrocesso do desenvolvimento da pessoa, segundo um relatório da Comissão Nacional Técnica de Iodização do Sal, tornado público terça-feira, na cidade do Cuito.

A secretária de Estado das Pescas, Maria Antónia Nelumbo, designou as províncias da Lunda Sul, Lunda Norte, Bié e Huambo como as mais afectadas por doenças que resultam da deficiência de iodo no corpo humano.
“Em Angola, segundo dados do UNICEF, mais de 80 por cento da população já consome sal iodizado. A Comissão Nacional Técnica tem vindo a fazer um trabalho árduo para atingirmos as metas preconizadas, desde a sua criação”, garantiu.
Segundo o médico João Campos Cacungula, director provincial da Saúde e coordenador da Comissão Provincial Técnica de Iodização do Sal (CPTIS) no Bié, a região registou vários casos nos últimos tempos.
“Apesar de a província estar entre as regiões mais endémicas, nós continuamos a sensibilizar a população a usar o sal iodizado nas suas refeições. Tanto no peixe como em outros alimentos dos rios e mares, temos de usar sal iodizado”, disse.
Nos bebés, o consumo de sal não iodizado causa letargia, malformação  e origina, em muitos casos, nados mortos. Nas crianças, a falta de iodo pode causar também redução da capacidade de assimilar.

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