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Serviços de Saúde apostam na formação

Delfina Victoriano | Cuito

Os serviços de pediatria, medicina interna, ortopedia, ginecologia e obstetrícia vão conhecer brevemente melhorias substanciais a nível das unidades clínicas do Bié, após o reenquadamento dos profissionais que se encontram em formação nas referidas áreas, disse ontem o director provincial da Saúde.

Técnicos vão dar outra dinâmica ao sector para melhorarem as estratégias de actuação
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições de Novembro

João Campos, que não fez referências ao número de técnicos, disse que os profissionais em formação naquelas especialidades vão dar outra dinâmica aos serviços de saúde e ajudar a melhorar a assistência médica na região.
O director reconheceu que a falta de líderes nas unidades sanitárias e no Hospital Provincial para fazer a gestão clínica dos serviços de medicina interna, pediatria, cirurgia e ortopedia, assim como para manter uma orientação de qualidade tem criado transtornos no acompanhamento dos pacientes.
O responsável esclareceu que o encaminhamento dos pacientes em áreas impróprias por parte de alguns profissionais pode alterar a situação clínica do doente. Por isso, defende a necessidade do técnico conhecer de forma profunda, as patologias existentes de cada paciente, manter o profissionalismo e a comunicação no ambiente de trabalho, situações que ajudam a reduzir o número de problemas existentes nas unidades sanitárias.
O director provincial da Saúde pediu aos profissionais e gestores de unidades hospitalares para melhorarem as estratégias de actuação, para a resolução dos problemas que afligem os pacientes. João Campos pediu aos profissionais de saúde para analisarem de forma laboratorial as patologias, antes mesmo da administração de medicamentos, no sentido de se darem melhores soluções aos problemas dos pacientes.
Em relação às campanhas de vacinação, João Campos explicou aos directores municipais da Saúde sobre a necessidade de se saber o nível de cobertura das localidades abrangidas.

Livros de registo

Quanto ao resumo ou balanço trimestral, o director salientou ser preciso fazer-se uma análise dos dados existentes nas unidades, como a idade dos pacientes e as localidades abrangidas para melhor observação dos trabalhos efectuados.
João Campos sublinhou que os directores municipais e os supervisores devem levar sempre os livros de registo às unidades sanitárias, para fazerem os registos das doenças detectadas em cada estrutura hospitalar.
Explicou que os livros de registo vão servir para a definição, orientação e identificação das patologias registadas pelos enfermeiros dentro da realidade de cada unidade hospitalar. Em função disso, o responsável referiu que muitas patologias possuem as mesmas características, daí que devem ser bem definidas e encaminhadas, no sentido de melhor medicação do paciente.

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