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Taxistas no Bié estão a ser registados

João Constantino | Cuito

Os serviços de fiscalização da Direcção dos Transportes e da Polícia Nacional no Bié procedem ao registo dos táxis para disciplinar os sector e levar os proprietários a adquirirem as licenças de aluguer deste ano.

Os taxistas que não tiverem todos os documentos vão parar às barras dos tribunais
Fotografia: Nuno Flash

O superintende chefe António Hossi, O porta-voz do Comando Distrital da Polícia Nacional disse que a medida também inibe os taxistas de utilizarem viaturas com menos de 25 lugares nos longos percursos ou em viagens inter-provinciais.
O superintendente António Hossi lembrou que a proibição foi tomada no ano passado e que os taxistas também não podem exercer a actividade se não possuírem a licença de aluguer.
Além disso, referiu, as viaturas têm de ter as cores azuis e branco, bem como a placa que as identifica como táxis, com o nome da província.
 “As viaturas que circularem sem o selo de licença de aluguer, o timbre ou a placa que as identifica como táxi e a localidade onde deve operar são apreendidas”, adevertiu.

Preocupações de automobilistas

Alguns automobilistas disseram ao Jornal de Angola que discordam no tocante à restrição imposta às viaturas com menos de 25 lugares. “A licença de um Hiace de menos de sete lugares custa 90 mil kwanzas, mais a taxa de circulação e os gastos com a gasolina que subiu de preço e a cobramos 50 kwanzas por passageiro, aonde vamos parar?”, desabafou Alfredo Muamba.
Jose Cardoso, outro taxista, também lamentou que a sua viatura, de 18 lugares, não possa fazer o trajecto Bié/Huambo:
“Com uma viatura destas a circular apenas na cidade do Cuito perco muito dinheiro, pois não consigo lotá-la porque as pessoas preferem carros com menos lugares”.  Antes, referiu o taxista, fazia o trajecto Cuito/Huambo, que era rentável, mas agora não posso e ainda tenho de pagar a licença de aluguer, que custa 150 mil kwanzas”.
Os taxistas ouvidos pelo Jornal de Angola também estão contra não poderem aumentar a quantia que levam pela passagem, mesmo depois da subida dos preços dos combustíveis.

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