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Tecnologia e inovação chegam às escolas do Bié

Elsa Dias e Sérgio V. Dias | Cuito

O projecto “Uma viagem ao mundo da ciência, tecnologia e inovação” chega às escolas da província do Bié a partir de amanhã, uma iniciativa do Ministério de tutela, que visa sensibilizar os jovens angolanos para o estudo das áreas científicas.

Os trabalhos vencedores de cada uma das províncias vão ser mais tarde avaliados por um júri que selecciona a nível nacional
Fotografia: José Soares

O programa "Uma viagem ao mundo da ciência” é de carácter sócio-cultural e integra a apresentação de peças de teatro nas escolas, para demonstrar aos jovens que as áreas das ciências e tecnologias são opções de carreira muito válidas e que devem ser consideradas para a escolha das suas profissões, no futuro.
O Jornal de Angola constatou a partir de fonte do Ministério da Ciência e Tecnologia que a iniciativa, que conta com a parceria do Ministério da Educação, já passou pelas províncias de Luanda, Benguela, Lunda Sul, Lunda Norte, Malanje, Cabinda, Zaire, Uíge e Huambo.
Na província do Bié, mais de 4.500 alunos de seis escolas estão integrados, mas a ideia é fazer com que o programa educativo chegue a alunos de 200 instituições de ensino das 18 províncias.
A equipa de reportagem do Jornal de Angola apurou que no total, o programa “Uma viagem ao mundo da ciência, tecnologia e inovação” vai chegar a cerca de 100 mil alunos, com mais de 11 anos de idade, que frequentam I ciclo do ensino secundário.
O programa abrange ainda mais de quatro mil professores e coordenadores pedagógicos dos estabelecimentos de ensino. Além destes, o Ministério da Ciência e Tecnologia pretende que o projecto abranja os pais, encarregados de educação e outros familiares dos alunos e as próprias comunidades.
A iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o da Educação, está a ser desenvolvida por “The Bridge Angola”, uma empresa especializada em responsabilidade social e que conta também com o apoio da INOVIA, a primeira marca angolana de electrónica de consumo.

Metodologia do programa

“Uma viagem ao mundo da ciência, tecnologia e inovação” conta com uma primeira abordagem pedagógica às instituições de ensino. Na mesma, apresenta-se aos professores e coordenadores pedagógicos das escolas toda a informação referente ao programa e oferece-se material didáctico aos docentes, para que possam começar a preparar os jovens para o projecto.
Na segunda fase, é agendada com a escola a apresentação duma peça de teatro sob o tema “Quando eu crescer vou ser…”, na qual os alunos assistem e interagem com os actores, que de forma lúdica e divertida, apresentam uma encenação com conteúdos criados especificamente para o programa.
Os jovens recebem também uma brochura com conteúdos pedagógicos, criada especificamente para o projecto, para, na terceira fase, ser efectuado um novo contacto com a escola para a recolha de informação de avaliação de resultados e elaboração de um relatório. Neste momento, realiza-se também toda a organização necessária para a coordenação de um concurso entre escolas e outro a nível nacional, que vai ser efectuado sob a forma de uma redação com o tema “O que quero ser quando for grande e porquê?”.

Experiências científicas


Durante a representação da peça teatral, os actores  intervenientes vão igualmente realizar diversas experiências científicas, que prometem gerar momentos de grande animação e surpresa.
O Jornal de Angola apurou que os cerca de 100 mil alunos abrangidos pelo projecto educativo vão receber uma brochura com conteúdos sobre o programa, que integra um enquadramento sobre a importância do estudo de diversas áreas científicas.
Os cerca de quatro mil professores, que vão coordenar o projecto nas escolas seleccionadas, recebem também materiais pedagógicos de apoio para os ajudar a preparar as turmas a receberem o programa.  Este trabalho vai dotar os professores de instrumentos de capacitação para poderem, eles próprios, continuar a trabalhar com os alunos sobre os temas do programa de acordo com as dinâmica que escolherem adaptar.
Este concurso vai ser coordenado pelas escolas que apresentarem os melhores trabalhos. Os trabalhos vencedores de cada uma das 18 províncias vão ser, mais tarde, avaliados por um júri que selecciona o primeiro, segundo e terceiro lugares, a nível nacional.
Na sessão de encerramento do projecto vão ser atribuídos os prémios aos alunos com as redacções vencedoras.

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