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Trajecto Cuito/Luena tem comboio exclusivo

Matias da Costa | Cuito

A direcção dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) meteu ontem em circulação, no Bié, um comboio exclusivo para a rota Cuito/Luena e vice-versa, respondendo desta forma à demanda de passageiros.

Direcção do CFB alega que a demanda de passageiros justificou o aumento do tráfego
Fotografia: Edson Fabrizio | Edições Novembro | Cuito

O comboio, que terá por enquanto, uma frequência por semana, partindo do Cuito às sete horas  de segundas-feiras, e às quintas-feiras  com a partida do Luena às 13 horas, alberga 420 passageiros e 90 toneladas de carga diversa.
A composição comporta ainda 11 carruagens de diferentes classes, sendo uma de primeira, duas de segunda, cinco de terceira, um furgão e dois vagões para mercadorias diversas.
Com esta medida o CFB melhora a capacidade de transportação e ligação entre o centro e leste do país. O responsável do CFB no Bié, Nicolau Sapalo, disse que a nova frequência vai desafogar o número de passageiros que a estação do Cunje tem registado.
Nicolau Sapalo descreveu que a primeira viagem do comboio exclusivo transportou do Bié para o Moxico mais de 300 passageiros, nas estações do Cunje, Catabola, Camacupa e Cuemba. 
Deste modo, afigura-se um impulsionamento das  trocas comerciais entre Moxico e Bié, bem como  maior frequência de circulação de pessoas naquele troço.

Projecto 500 Casas acolhe moradores de zonas de risco
Um total de 49 famílias que vivia em  zonas de risco, no município do Cuito, província do Bié, foram realojadas no Projecto 500 Casas, informou ontem à imprensa o vice-governador para a Área Técnica e Infra-estruturas, José Tchatuvela.
“O  Projecto 500 Casas está totalmente virado para albergar as populações que vivem em zonas precárias”, disse o vice-governador.
José Tchatuvela  informou  que algumas obras paralisadas na província “vão ser reatadas”, apontado as estradas que dão acesso às sedes municipais de Catabola, Camacupa, Cuemba, Nharêa e Andulo. “A responsabilidade da reabilitação destas vias é do Ministério da Construção e Obras Públicas, mas o Governo Provincial está  disponível para o necessário”, frisou.
Em relação ao sector da Saúde, José Tchatuvela la-mentou o facto de a provín-cia ter várias infra-estrutras hospitalares  desprovidas de equipamentos “por razões financeiras”.
No que toca à Educação o vice-governador disse que muitas crianças na província ainda continuam fora do sistema de ensino e outras  estudam debaixo de árvores devido ao reduzido número de escolas.

Atraso das obras no troço Cuito/Andulo
O atraso nas obras de reabilitação da estrada Andulo-Cuito, adjudicada há três anos à empresa Planasul, numa extensão de 130 quilómetros, está a criar enormes constrangimentos aos automobilistas que circulam naquela via.
Os trabalhos começaram em 2010  e têm registado inúmeras interrupções.
A estrada liga o Bié às províncias do Huambo, Cuanza-Sul e Malanje.  
 Desde o começo das obras, apenas foram asfaltados 70quilómetros de estrada. A empreitada é controlada administrativamente pelo Ministério da Construção e Obras Públicas.
O taxista Fausto Inácio que  passa diariamente pelo trajecto  disse à nossa reportagem que, quer os automobilistas, quer os  passageiros passam por constrangimentos ao circularem na via devido aos inúmeros buracos.
 “Não se compreende que o Estado pague os empreiteiros para reabilitarem de-terminadas obras, como no caso concreto desta, e estes simplesmente não honram  os compromissos. Ou seja, recebem o dinheiro e an-dam às voltas para entregar o trabalho concluído. Já não deve haver contemplações para estas prevaricações”, disse o taxista visivelmente agastado.
Outro taxista, que preferiu o anonimato, disse que a população tem de persuadir  o Go-verno para tomar medidas urgentes a respeito.

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