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Unidades sanitárias do Bié necessitam de especialistas

Delfina Victorino | Cuito

O director provincial da Saúde no Bié disse ontem, ao Jornal de Angola, na cidade do Cuito, que há falta de especialistas em diversas áreas nos hospitais da província.

João Campos  sublinhou  que o sector necessita de reforçar os recursos humanos com pessoal de qualidade e capazes de corresponderem com as estruturas hospitalares da província e com as ocorrências diárias.
“Se não existirem profissionais de Saúde suficientes e de qualidade, ainda que tenhamos unidades hospitalares com equipamentos de ponta, o nível de mortalidade será sempre alto”, alertou o director provincial da Saúde.
 A falta de especialistas pediatras, anestesiologistas, dermatologistas, estomatologistas, otorrinolaringologistas, entre outras especialidades nas unidades sanitárias, têm dificultado a rápida observação e solução de doenças.
João Campos explicou que, dada a falta de especialistas, alguns enfermeiros estão a fazer um curso de especialização na província do Huambo, de modo a aumentar o grau de conhecimento de determinadas patologias.Para o responsável provincial da Saúde, o enfermeiro e o médico geral possuem somente conhecimentos globais das doenças, necessitando, sempre que possível, de uma especialização para o aprofundamento de conhecimentos que permitem ao especialista  atender as preocupações do paciente de forma mais eficaz. 
Com base neste pressuposto, reconheceu que há toda necessidade de existirem mais especialistas em várias áreas da Saúde, desde o enfermeiro ao médico, devido à dinâmica da ciência nos últimos anos.
 O número de estudantes no sector da Saúde, segundo o responsável, aumentou  consideravelmente e as unidades sanitárias necessitam de enfermeiros e médicos gerais especialistas, para responder às expectativas. A província necessita de pelo menos 11 a 14 médicos, especialistas de preferência. Os problemas no sector estão relacionados na sua maioria com a escassez de profissionais, segundo o director provincial da saúde.
A região dispõe de dez hospitais municipais, um provincial, seis missionários e cinco centros maternos infantis. Conta ainda com 36 centros e 117 postos de Saúde.

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