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Venda de combustível é restringida às pessoas que transportam bidões

Mário de Carvalho e João Constantino | Cuito

Enquanto permanecer a escassez de combustível na cidade do Cuito, os postos de revenda vão comercializar apenas poucas quantidades aos clientes que surgirem com bidões. A medida foi tomada pelo Governo Provincial, depois de o Serviço de Investigação Criminal (SIC) apurar que o mercado paralelo estava a ser abastecido por pessoas que adquirem nos locais oficiais de revenda grandes quantidades com bidões.

Bombas de combustíveis no Cuito registam filas enormes
Fotografia: Edições Novembro

Desde que despoletou a escassez de combustível na província do Bié, que deu lugar a enormes filas de veículos nas bombas, um litro e meio de gasolina está a ser comercializado a mil kwanzas.
As bombas estão a atender, no máximo, cinco litros a clientes com bidões. “Para os casos das pessoas que deixaram o carro na estrada por falta de combustível e que precisam de abastecer o gerador, atendemos apenas cinco litros”, disse o responsável de uma das bombas do Cuito.
Na manhã de ontem, milhares de pessoas procuravam por gasolina pela cidade toda, pois nem no mercado paralelo havia. O gasóleo está a ser vendido apenas no posto da Pumangol. “Estou aqui desde às seis horas da manhã à espera que o posto receba combustível para revender à população. Se isso não acontecer não irei trabalhar, porque o depósito do meu carro está praticamente vazio”, disse ontem ao Jornal de Angola, num dos postos de venda em Camacupa, o automobilista António Justo, funcionário público, que denotava impaciência.
Em várias empresas públicas e privadas, as viaturas que funcionam a gasolina estão parqueadas há mais de uma semana, como por exemplo na firma Joel & Filhos.
Em face da falta de combustível , foi decidido que as viaturas pesadas sejam abastecidas apenas no final do dia, por terem reservatórios enormes e consumirem muito tempo nas bombas.

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