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Verba atribuída ao hospital condiciona alguns serviços

Matias da Costa e Delfina Victorino | Cuito

A verba orçamental cabimentada mensalmente para o Hospital Geral do Bié, de 20 a 31 milhões de kwanzas, garante apenas o serviço  das áreas de urgências e bloco operatório, revelou ontem, na cidade do Cuito, a directora da instituição.

Hospital Geral passa por vários constrangimentos devido a escassez de recursos financeiros
Fotografia: EDSON FABRÍCIO | EdIÇões NOVEMBRO

Mariana Fernandes salientou que a actual conjuntura desfavorece o sector da enfermaria do Hospital Geral do Bié, que tem uma rotura enorme de fármacos para os pacientes.
A directora reconhece o momento difícil que o sector da Saúde atravessa, afirmando que a gestão da unidade hospitalar tem como política “repartir o mal pelas aldeias e procurar o equilíbrio no atendimento.”
“Estamos com uma gestão muito rigorosa, pedimos a compreensão e a colaboração da população e encorajamos no sentido de nos ajudar a resolver alguns problemas, até serem melhoradas as nossas condições financeiras”, disse.
Questionada sobre o excesso de insectos em várias repartições do hospital,  Mariana Fernandes disse que muitas famílias pernoitam próximo dos compartimentos hospitalares, com intenção de acompanhar os  parentes internados, trazendo amontoados de roupas e comida, elementos causadores de baratas, mosquitos e até mesmo ratos.
A responsável  assegurou, no entanto, que a direcção do Hospital Geral do Cuito faz regularmente  desinfestação de toda a estrutura sanitária, com vista a eliminar os insectos.  

Serviço de correios
Espaços do Serviço de Correios em alguns municípios no Bié estão a ser utilizados para outros fins, denunciou ontem o delegado provincial da instituição.
Bonifácio Cristóvão disse ao Jornal de Angola que nos municípios do Andulo, Catabola e Cunhinga os espaços destinados ao Serviço dos Correios foram transformados em serviços administrativos e em residências.
“Todas as diligências já foram feitas para se reverter o quadro, mas os contactos com as administrações municipais não estão a surtir efeitos, na base do diálogo”, disse Bonifácio Cristóvão.
Segundo o director dos Correios no Bié, os espaços da instituição existentes nos municípios do Cunhinga e de Catabola estão a ser usurpados para a construção de obras privadas.
A estrutura dos Correios no município do Andulo, acrescentou, está a ser usada pela Administração Municipal. Uma parte do espaço foi transformada em Repartição Municipal da Educação.
Bonifácio Cristóvão lembrou que as administrações não têm ajudado na preservação dos espaços pertencentes ao Serviço de Correios, para a sua posterior reabilitação. As obras erguidas nos espaços pertencentes ao Serviço de Correios nos referidos municípios impedem a entrada à principal estrutura.
Bonifácio Cristóvão esclareceu que a estrutura existente no município de Catabola também foi ocupada por um cidadão, que a transformou em residência. 
Outras estruturas, como a do município de Catabola,  estão transformadas em depósitos de lixo, mesmo estando em frente da administração municipal.

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