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Bié prevê aumentar a produção

Delfina Victorino | Cuito

Para a campanha agrícola 2015/2016 no Bié, na qual participam  mais de 200 famílias, foram preparados 1.800 hectares,  afirmou ontem, no Cuito, o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

Camponeses recebem vários apoios para poderem aumentar a produção e a distribuição
Fotografia: Edmundo Eucílio

Marcolino Sandemba disse que a  terra foi preparada com meios mecanizados, o que permite “um aumento substancial da produção” e contribuiu para a diversificação da economia.
O director provincial lembrou que no Bié é possível plantar  arroz, feijão manteiga, bata rena e legumes que podem ser vendidos com facilidade não apenas localmente, como noutras zonas do país e que estão a ser também preparadas terras com recurso à tracção animal.
Marcolino Sandemba referiu que “a agricultura familiar tem o objectivo de garantir a segurança alimentar” e que “os camponeses estão empenhados em aumentar a  produção e  distribuição nas regiões menos favorecidas”.

Segurança alimentar


O processo de higiene e segurança alimentares a nível dos mercados e lojas do Bié esta a conhecer melhorias significativas  este ano, após  um grupo de cem operadores comerciais ter sido capacitado em matérias sobre as referidas áreas.
A constatação foi feita ontem pelo director local do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Filipe Baptista Viana, que referiu que as valências foram adquiridas  com a realização de vários cursos sobre as áreas da higiene e segurança alimentares, promovidos pela instituição. Filipe Viana esclareceu que, em relação à aproximação da quadra festiva, há a necessidade de os comerciantes manterem os preços actuais, no sentido de facilitarem o poder de compra das populações.
Quanto à especulação de preços, o director do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor no Bié disse que vão ser tomadas todas as medidas para prevenir o fenómeno, que costuma  ganhar contornos preocupantes nesta época.
“Existem alguns comerciantes que procuram levar produtos deteriorados aos municípios, para angariar lucro fácil, a nossa instituição e os nossos parceiros estão atentos aos referidos comportamentos”. Filipe Viana salientou que a população deve manter a colaboração com as instituições de direito, com vista ajudar a manter os preços nos estabelecimentos comerciais.
“Lamento que muitos comerciantes, devido à situação económica, aproveitem para subir os preços dos produtos, principalmente de primeira necessidade, para obterem lucros com mais facilidade”.
A Polícia Económica tem ajudado na fiscalização dos preços estabelecidos em vários unidades comerciais a nível da cidade do Cuito, concluiu Filipe Viana.

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