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Agricultores em Cabinda estão a aumentar produção

Leonor Mabiala | Cabinda

A unidade agropecuária Ntoto, situada na cintura verde do Vale do Yabi, a sul da cidade de Cabinda, colheu este ano cerca de 27 toneladas de batata rena, cultivadas num campo de três hectares. 

A unidade agropecuária Ntoto, situada na cintura verde do Vale do Yabi, a sul da cidade de Cabinda, colheu este ano cerca de 27 toneladas de batata rena, cultivadas num campo de três hectares. 
O agricultor Frederico Luemba, proprietário da unidade agrícola, referiu que a produção da batata rena nesta campanha agrícola atingiu níveis satisfatórios, devido à distribuição atempada de sementes aos camponeses, pela Secretaria Provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural.  
“Recebemos a semente da batata rena em Maio o que possibilitou uma boa produção, já que essa cultura só se pratica nesta região em tempo seco, ou seja, no Cacimbo”, disse, considerando também as baixas temperaturas como factores que contribuíram para esse sucesso.
A par da batata rena, o agricultor indicou também outras variedades de hortícolas cultivados no seu campo, como tomate, pimento, repolho e pepino, cuja safra geral pode atingir cerca 70 toneladas.
Depois da colheita, os produtos são vendidos à cooperativa Kuvata, instituição com a qual mantém uma parceria comercial que, por sua vez, os revende a diversas empresas estatais, privadas e quitandeiras, nos mercados informais.    
A unidade agro-pecuária Ntoto possui 27 trabalhadores e dois tractores, equipamentos de trabalho oferecidos pelo Governo Provincial de Cabinda.

Ocupação de reserva


Frederico Luemba afirmou que a maior preocupação é a invasão de terrenos por pessoas, na periferia da sua unidade agrícola, zona considerada reserva do Estado e destinada à implantação do projecto agropecuária e industrial do Vale do Yabe.  O agricultor acusa a Administração Municipal de Cabinda de ser conivente com a situação, porquanto, acrescenta, ser essa instituição que tem emitido as licenças de construção ostentadas pela maioria dos elementos que ocupam ilegalmente os terrenos naquela zona do Vale do Yabe.  
“A invasão está a decorrer sob o olhar silencioso das autoridades da administração municipal de Cabinda, porque as licenças destas construções são emitidas por essa instituição e sem esse documento ninguém tem competência para erguer qualquer tipo de residência”, afirmou Frederico Luemba.
O Jornal de Angola tentou contactar o secretário provincial de Cabinda da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Tati Luemba, para se pronunciar sobre a invasão de terrenos no projecto Vale do Yabe e de outros aspectos ligados ao sector. No entanto, tal não foi possível por Tati Luemba se manifestar indisponível.

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