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Ajuda de emergência aos sinistrados das chuvas

Alberto Coelho|Cabinda

A Comissão Nacional de Protecção Civil reuniu cerca de cem toneladas de produtos diversos para acudir às populações sinistradas das chuvas que se abateram na semana passada sobre a cidade de Cabinda e arredores.

Imagens como esta consequência das chuvas em Cabinda começam a ser apagadas com a entrega de bens essenciais às vítimas das inundações
Fotografia: Rafael Tati|Cabinda

O secretário de Estado do Interior, que se deslocou a Cabinda para avaliar os danos, disse que foram entregues ao Governo Provincial bens alimentares, cobertores e chapas de zinco.
Depois de visitar as áreas sinistradas, Eugénio César Laborinho considerou “dramática” a situação tendo em conta “o grau de vulnerabilidade e de risco que a população afectada está neste momento a viver”.
O ministro disse ser urgente acudir as pessoas afectadas pois “o nível de alerta subiu de tom”, numa altura em que o Governo Provincial e a Comissão Provincial de Protecção Civil não dispõem de meios suficientes para solucionar a situação.
“A população afectada precisa de ajuda e estamos perante uma situação de emergência”, sublinhou Eugénio Laborinho, que garantiu a chegada a Cabinda dos primeiros produtos, transportados graça ao apoio do Ministério da Defesa e das Forças Armadas Angolanas. O objectivo da Comissão de Protecção Civil, 72 horas depois do impacto das chuvas, disse o ministro, é levar às pessoas afectadas ajuda de emergência pelo facto de as mesmas terem ficado sem a maioria dos seus bens. “A situação que atravessam é preocupante sobretudo porque se trata de pessoas que vivem em zonas vulneráveis, próximas de valas de drenagem e cursos de água, consideradas de alto risco, propensas a desastres naturais.” Eugénio Laborinho referiu-se aos problemas com a saúde, com o aparecimento de doenças diarreicas e respiratórias. “Vamos coordenar com o Ministério da Saúde e, através da Comissão Nacional de Protecção Civil, vamos fazer chegar essa assistência às populações necessitadas”.
O secretário de Estado do Interior sublinhou que a campanha de sensibilização para as pessoas evitarem construir nessas áreas deve continuar para se evitarem situações do género no futuro.
“Geograficamente, a cidade de Cabinda e a sua periferia estão muito mal situadas. A situação é agravada com a existência de ravinas”, acentuou Eugénio Laborinho.
O vice-governador Otiniel Niemba disse que há cerca de 400 famílias em condições difíceis resultantes das últimas enxurradas. “Vamos preparar a sesta básica para as populações que perderam quase todos os seus haveres. Em seguida, vamos cuidar para que essas populações não voltem a habitar em zonas de risco”, enfatizou o vice-governador.
Neste momento, garantiu, está-se a trabalhar na identificação de uma área onde vão ser criar todas as condições para que as populações sinistradas comecem a erguer as suas casas, no âmbito do projecto de autoconstrução dirigida.

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