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Autoridades preocupadas sensibilizam a população

As autoridades sanitárias estão desde a manhã  de ontem a sensibilizar os moradores do bairro Lombo Lombo, na periferia da cidade de Cabinda, sobre aos cuidados para evitar a cólera.

Actualmente apenas dois casos suspeitos se encontram no Centro de Tratamento da Cólera
Fotografia: SANTOS PEDRO|EDIÇÕES NOVEMBRO

O chefe de departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Fernando Cuico, referiu que o programa insere-se num ciclo de actividades de sensibilização no seio das comunidades urbanas e rurais, sobre as medidas de prevenção contra a cólera.
“A necessidade de se manter o asseio do meio, desinfecção da água para o consumo, dos alimentos, incluindo as frutas e legumes, lavagem das mãos antes das refeições e depois de fazer uso da casa de banho, são conselhos que estamos a transmitir á popualação.”
Para o efeito, acrescentou Rosário Teixeira, foram distribuídas equipas nas seis zonas do bairro Lombo Lombo levam a cabo um trabalho de sensibilização de casa em casa, conversando com os moradores sobre as medidas de prevenção da cólera, bem como encaminhar o doente para as unidades sanitárias em caso de sintomas da doença como diarreia aguda e vómitos.
Fernando Cuico justificou o trabalho neste bairro por ser o mais afectado com 56 dos 125 casos suspeitos de cólera registados desde o início da epidemia em Dezembro de 2016.
A campanha está a promover a desinfestação das cacimbas e fossas. O responsável indicou que dos 125 casos suspeitos de cólera notificados cinco foram confirmados positivos e quatro resultaram em óbito.
Para o tratamento dos casos suspeitos, prosseguiu Rosário Teixeira, os doentes estão a ser internados no Centro de Tratamento da Cólera (CTC), localizado no hospital 28 de Agosto e na Unidade de Tratamento da Cólera (UTC), no hospital provincial de Cabinda.
Actualmente apenas dois casos suspeitos se encontram no Centro de Tratamento da Cólera e  os restantes tiveram alta, disse Fernando Cuico, para acrescentar que o tratamento assenta numa primeira fase na reposição dos líquidos perdidos, através do soro oral porque geralmente os doentes chegam às unidades sanitárias muito desidratados.

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