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Azi Constrói foi suspensa

Bernardo Capita | Cabinda

A governadora de Cabinda, Aldina da Lomba, suspendeu na quarta-feira o contrato com a empresa de construção civil Azi Constrói, que há mais de sete anos estava a reabilitar o hospital central.

A decisão foi tomada pela governadora no final de uma visita às obras do hospital, que se mostrou particularmente insatisfeita com o desempenho da empreiteira, marcado pela “falta de responsabilidade e respeito pelas cláusulas contratuais”.
A empreitada foi adjudicada e integralmente paga pelo Governo Provincial em 2006 e devia ser concluída no prazo de 18 meses.
Em diversas ocasiões, Aldina da Lomba visitou as obras para constatar a sua evolução e sempre recebeu, do empreiteiro, justificações evasivas para explicar os atrasos, situação que se tornou, agora, insustentável, levando à suspensão do respectivo contrato.
O atraso das obras está a criar sérias limitações ao atendimento dos pacientes, por falta de mais enfermarias e outros serviços.
O director do hospital, Rodrigues Moreira, saudou a medida do Governo Provincial e disse não compre­ender um atraso de sete anos para a conclusão das obras.
“A conclusão das obras vai permitir a transferência, acomodação e assistência mais condigna dos doentes”, disse.   
Um edifício de dois pisos para albergar os serviços do Banco de Urgência do Hospital Central de Cabinda está a ser erguido há dois meses, soube o Jornal de Angola.
As obras, a cargo de uma empreiteira portuguesa, devem terminar em Março do próximo ano, para permitir um atendimento mais personalizado e evitar a superlotação do actual espaço para as urgências.
A governadora Aldina da Lomba visitou as obras e recebeu garantias do empreiteiro da sua conclusão no prazo acordado. 

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