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Cabinda quer diminuir custos de produção

Leonor Mabiala | Cabinda

O consumo excessivo e o desperdício de energia eléctrica que se regista em Cabinda pode ser revertida com a disponibilização, à população a custo zero, de lâmpadas fluorescentes, em troca das incandescentes, disse ontem o secretário provincial de Energia e Águas. 

Governo da província está preocupado com o consumo excessivo e desperdício de energia
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

André Massanga, que falava durante uma palestra dirigido a membros da sociedade civil, entre autoridades tradicionais  lideres religiosos e responsáveis de instituições públicas e privadas sobre “o modo de como evitar o desperdício de energia eléctrica”, informou estar em curso na província uma campanha de oferta gratuita de lâmpadas florescentes para os consumidores.
A iniciativa, disse, demonstra que o Governo da província está preocupado com o consumo excessivo e desperdício de energia eléctrica que se regista na região. André Massanga sublinhou que a campanha representa o despertar das consciências sobre a necessidade de haver maior racionalização do produto.
“No caso particular da província de Cabinda, as fontes geradoras de energia eléctrica acarretam custos bastante elevados e queremos reduzir o consumo de energia de forma racional e evitar desperdício.” O secretário provincial de Energia e Águas argumentou que a não ­racionalização da corrente eléctrica provoca danos nos equipamentos instalados nos bairros, como no caso dos postos de transformação (PT), que frequentemente acabam por queimar, em consequência da sobrecarga.
 O vice-governador para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Otiniel Niemba da Silva, considerou a energia um factor de desenvolvimento das nações, por garantir a funcionalidade de diversas actividades do homem. Com base nisso, referiu que o uso desregrado de energia constitui grande perca para o governo e para o próprio consumidor e população em geral.
Otiniel Niemba da Silva louvou a iniciativa do sector de Energia na província em promover a campanha gratuita de oferta de lâmpadas florescentes aos consumidores, realçando que a mesma vai permitir que se faça poupança de energia.
O responsável explicou que, por exemplo, uma lâmpada fluorescente consome, no máximo, 40 watts, menos do que as  incandescentes e duram dez vezes mais.

Acções de desenvolvimento


A representante adjunta da Agência de cooperação Internacional do Japão em Angola (JICA) Yuki Kimory referiu que a instituição desenvolve acções de desenvolvimento económico, capacitação de recursos humanos, construção de infra-estruturas, agricultura e segurança alimentar.
Promovida pela Secretaria Provincial de Energia e Águas, a palestra, além de explicar aos participantes as actuais regras de eficiência no consumo sem desperdício de energia eléctrica, serviu também para o lançamento oficial da campanha de distribuição gratuita de cerca 400 mil lâmpadas fluorescentes aos consumidores da província em troca das incandescentes.

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