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Cabinda regista menos casos

Leonor Mabiala | Cabinda

Os casos de cancro da mama, com um total de 13 pacientes, entre Janeiro e Setembro deste ano, estão a registar uma redução considerável a nível da província de Cabinda, considerou ontem a responsável do núcleo local de Oncologia, Maria Beua Capita.

Em declarações à imprensa, Maria Beua Capita afirmou que, comparativamente ao ano anterior, o núcleo provincial de Oncologia registou 20 casos de pessoas com cancro da mama, menos sete que no mesmo período de 2016.
A responsável referiu que dos 13 casos de pacientes diagnosticados pelo núcleo, neste ano, três foram transferidos para Luanda onde se encontram a fazer tratamento de quimioterapia, por falta desta especialidade em Cabinda.
Maria Beua Capita salientou que a propagação do cancro pode ser impedida, desde que as mulheres façam consultas regulares de rastreio quer da mama, quer do colo do útero, para se detectar a doença ainda na fase precoce e facilitar o seu tratamento e a cura.
“Os cancros da mama e do colo uterino são doenças que se podem evitar quando diagnosticadas na sua fase inicial e desde que os doentes cumpram as medidas de prevenção” disse Maria Beua Capita, para quem toda a mulher, com idade compreendida entre os 15 e os 65 anos, deve, necessariamente, efectuar consultas regulares de rastreio da mama.
A responsável do núcleo adiantou ainda a necessidade de as mulheres consumirem mais verduras e frutas, evitarem o consumo de alimentos com gordura e enlatados, principalmente os que possuem conservantes, assim como a criação do hábito da prática de exercícios físicos.
Maria Beua Capita esclareceu que o cancro  manifesta-se com o surgimento de nódulo ou caroço na mama, sangramento ou dores durante o acto sexual, dores nas ancas, pernas e inflamação dos pés.
A especialista avançou que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de tabaco, a troca constante de parceiros sexuais, prática do sexo oral, gravidez precoce, maus hábitos alimentares, exposição ao sol e factores hereditários são as principais causas que contribuem na rápida propagação de infecção.
O núcleo provincial de Oncologia tem tratado mulheres diagnosticadas com fibras de noma ou tumor benigno, com o auxílio de um médico cirurgião oncológico, proveniente de Luanda. Em 2014, este profissional operou 16 mulheres com cancro da mama.

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