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Cabinda tem dificuldades no fornecimento de energia

André Guto | Cabinda

A cidade de Cabinda e bairros periféricos estão a atravessar dificuldades no consumo de energia eléctrica, devido a avaria de seis grupos geradores, dos 22 existentes, da empresa Agrekko, colocados na central térmica do Malongo.

Um ângulo da cidade de Cabinda que se encontra parcialmente às escuras
Fotografia: Jornal de Angola

A cidade de Cabinda e bairros periféricos estão a atravessar dificuldades no consumo de energia eléctrica, devido a avaria de seis grupos geradores, dos 22 existentes, da empresa Agrekko, colocados na central térmica do Malongo.
Essa avaria está a afectar seriamente a capacidade de produção e distribuição da Empresa Nacional de Electricidade, ENE, em Cabinda, segundo o seu director Adão Banana.
“Devido a avaria desses grupos geradores, a Agrekko está impotente para fornecer as quantidades de energia necessária para satisfazer a procura”, referiu o responsável da ENE em Cabinda
Adão Banana notou que o contrato entre o governo e a Agrekko prevê o fornecimento total de 36 megawtts, 25 dos quais a partir da central térmica do Malongo, cinco megawtts da estação junto ao Palácio e seis a partir de grupos geradores instalados nos bairros Luvassa, Chiúeca, Madómbolo e Povo Gran­de.  Para além da inoperância de alguns grupos geradores, a ENE enfrenta, igualmente, problemas relacionados com os postos de transformação, PT´s, pois, como disse, pelo menos 15 deles têm estado diariamente fora de serviço.
Aquele responsável sublinhou que localmente a empresa está impotente para gerir a situação e, por isso “a direcção nacional da ENE está a fazer tudo para solucionar o problema de défice de produção de energia que a província vive actualmente”.  Adão Banana adiantou, contudo, que já foi proposta à direcção central da empresa o envio de um conjunto de geradores que poderão produzir cerca de 30 megawatts para suprir o actual défice de produção de energia eléctrica na província de Cabinda.
Destes megawatts 20 serão fornecidos a partir do bairro Gika e os restantes no São Pedro, para alimentar a parte Sul da província, continuando a cidade a abastecer-se a partir dos grupos geradores instalados no Malongo.  

Governo preocupado
          
Para melhorar a produção e a distribuição da energia à cidade de Cabinda e arredores, a ENE está a renegociar com a Agrekko para estabelecer novos métodos de trabalho capazes de satisfazer as necessidades da província.
Preocupado, o governo de Cabinda discutiu recentemente, no Conselho da Província, os constantes cortes de energia eléctrica que se verificam na cidade e arredores, tendo o vice-governador para a área técnica, Vicente Télica, lembrado que a Agrekko tem um contrato firmado com a ENE a nível nacional, para produzir e fornecer energia eléctrica à província.
Vicente Télica também reconheceu que o actual nível de produção da Agrekko é fraco, o que levanta sérias dificuldades na distribuição da energia eléctrica aos consumidores.  O governante exemplificou que os moradores da zona de Panga-Panga, bairro Cabassango, estão, há mais de três meses, sem luz eléctrica devido a avaria do PT.

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