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Centenas de jovens conseguem o primeiro emprego

Fula Martins | Cabinda

Um total de 1.745 cidadãos foram integrados no mercado de trabalho, através dos centros de emprego da província de Cabinda, desde 2013 ao primeiro trimestre deste ano, revelou segunda-feira o secretário da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Muitos jovens conquistam o mercado de trabalho depois de terminarem os cursos ministrados pelos centros de artes e ofícios
Fotografia: Domingos Cadência |

José Manguali Tigre disse que as autoridades têm procurado incentivar as empresas para aproveitarem os quadros saídos dos centros, tendo em conta a qualidade da sua formação técnica.
José Tigre assegurou que 90 jovens aprendizes recebem a formação nos pavilhões de formação, o que facilita a sua inserção no mercado de trabalho, quer nas empresas estatais, quer privadas.
No quadro da política do Executivo de dar dignidade aos profissionais que trabalham em locais de risco, a província de Cabinda beneficiou, o ano passado, de três pavilhões ocupacionais de prestação de serviços, denominados “PRÓ-TRABALHO”.
O secretário provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social explicou que, no âmbito do Programa de Fomento do Emprego, a província beneficiou igualmente do Centro Local de Empreendedorismo e Serviço de Emprego (CLESE).
O centro já realiza a sua actividade formativa desde Setembro do ano passado, prevendo colocar no mercado de trabalho cerca de 40 empreendedores que concluíram a formação e defenderam os seus respectivos projectos.
Disse que os jovens empreendedores estão habilitados e no final vão beneficiar de certificados e de kits profissionais para a inserção no mercado de trabalho. “Os jovens apresentaram projectos ligados à vida socioeconómica, nomeadamente dos sectores primário, secundário e terciário”, disse.
José Tigre afirmou igualmente que a província conta igualmente com uma incubadora de empresas, que alberga seis empresas residentes e dez não residentes.
As empresas não residentes são aquelas que recebem assistência técnica da incubadora para o sucesso dos seus negócios.
Para isso, o secretário provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social assegurou que há perspectivas para o aumento da capacidade formativa destas instituições, principalmente em Cabinda.
Para a materialização deste desiderato, a instituição está a contar com a ajuda do Governo Provincial, parceiros e dos empregadores.
Desde 2013 até ao primeiro trimestre do presente ano, os centros de formação profissional e pavilhões de artes e ofícios, tutelados pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), formaram 1.031 jovens em diversas especialidades, em Cabinda.

Novos formandos

José Tigre anunciou que, neste momento, 656 jovens recebem aulas de formação profissional em vários centros de formação existentes na província.
O secretário provincial salientou ainda que a rede de formação é constituída por seis unidades formativas, um centro de formação profissional do Caio, no município de Cabinda, três pavilhões de artes e ofícios nos municípios de Belize, Cabinda e do Buco Zau.
Além destes, a província dispõe ainda de duas unidades móveis de formação profissional, nos municípios de Cabinda e Cacongo.
Nestas unidades ministram-se cursos nas diversas especialidades, com destaque para os de informática, serralharia, construção civil, pedreira, canalização, electricidade e agricultura. Além dos centros do INEFOP existem ainda a nível da província outras unidades de carácter privado, também controladas pela secretaria da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
Das unidades do sector público destacam-se a Escola Nacional do Comércio e da Hotelaria, que estão implantadas em Cabinda.

Formação no Caio

Um grupo de 336 formandos estão a frequentar diversas especialidades no Centro de Formação Profissional do Caio, em Cabinda.
O director do centro, Alberto Ioba, disse que a instituição ministra 11 cursos, tendo considerado que o recinto começa a tornar-se exíguo para albergar centenas de jovens que aderem à formação.
O director disse que os cursos de electricidade predial e industrial, refrigeração, pedreira, mecânica de manutenção industrial, soldadura, serralharia, decoração, culinária e informática são os mais solicitados pelos jovens.
Alberto Ioba explicou que quando os jovens terminam a formação são imediatamente encaminhados para o centro de emprego para sua inserção no mercado de trabalho.

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