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Central térmica dá mais energia

Bernardo Capita| Cabinda

Uma das duas turbinas a gás instaladas na nova central térmica, na planície do Malembo, 35 quilómetros a norte da cidade de Cabinda, entra em funcionamento no final de Janeiro.
O fiscal das obras de construção da nova central térmica de Malembo, José Cerqueira, informou sexta-feira que os problemas de energia eléctrica que a província de Cabinda enfrenta, há cerca de ano e meio, são ultrapassados com a entrada em funcionamento da nova central térmica.

Vista parcial da cidade de Cabinda cujas ruas e casas vão passar a ser melhor iluminadas a partir do final do corrente mês
Fotografia: JA

Uma das duas turbinas a gás instaladas na nova central térmica, na planície do Malembo, 35 quilómetros a norte da cidade de Cabinda, entra em funcionamento no final de Janeiro.
O fiscal das obras de construção da nova central térmica de Malembo, José Cerqueira, informou sexta-feira que os problemas de energia eléctrica que a província de Cabinda enfrenta, há cerca de ano e meio, são ultrapassados com a entrada em funcionamento da nova central térmica.
A nova central térmica de Malembo vai produzir 70 mega-watts de energia eléctrica, através de duas turbinas, cujos primeiros ensaios técnicos, para se determinar o funcionamento de uma delas, iniciaram na passada sexta-feira, na presença do governador da província, Mawete João Baptista.
José Cerqueira referiu que neste momento se está a fazer os ensaios dos equipamentos, cuja duração é de 12 dias.
A segunda fase, disse o fiscal das obras da central, prevê a injecção de carga eléctrica na rede de transportação e depois na rede de distribuição ao consumidor.
José Cerqueira afirmou que as duas turbinas da central  de Malembo foram fabricadas pela “General Electric”, uma empresa de reconhecida idoneidade mundial.
O fiscal da obra disse que caso as manutenções sejam feitas em consonância com as recomendações do fabricante, os equipamentos duram bastante tempo.
Apesar de não ter avançado o seu tempo de vida útil, o fiscal José Cerqueira foi peremptório em afirmar que a previsão recomendada para a manutenção é de um ano, “por serem equipamentos testados a nível mundial”.  
Os trabalhos de montagem das duas turbinas, incluindo os de construção dos maciços e de infra-estruturas de apoio ao seu funcionamento, duraram cerca de dois anos e foram assegurados por técnicos espanhóis da empresa ISOLUX e também por operários angolanos, segundo José Cerqueira.
João Emílio, ferreiro de profissão, manifestou-se satisfeito por saber que os problemas de energia eléctrica são ultrapassados com a conclusão da nova central térmica.
Laura Barros, outra funcionária que esteve envolvida no projecto, enfatizou que a construção da nova central térmica é bem vinda para a população. No final da primeira sessão de ensaios técnicos, o governador de Cabinda, Mawete João Baptista, disse esperar que tudo corra bem, para alegria das populações locais. “Pedimos ao Pai Criador que nos ajude nesse projecto e que não haja problemas de maior nessa fase de ensaios”, afirmou o governador  Mawete João Baptista, para quem a rápida solução do problema de energia eléctrica na província de Cabinda é preocupação especial do Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos.

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