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Cidade de Cabinda tem nova pediatria

Bernardo Capita| Cabinda

O governo da província de Cabinda investiu 2,1 milhões de dólares nas obras de construção da nova pediatria do Hospital Central de Cabinda.

O hospital pediátrico foi inaugurado na terça-feira pelo governador provincial e dispõe de dois pavilhões para internamento
Fotografia: Rafael Tati | Cabinda

O governo da província de Cabinda investiu 2,1 milhões de dólares nas obras de construção da nova pediatria do Hospital Central de Cabinda.
O empreendimento, situado próximo das antigas instalações da Escola Técnica de Saúde, compreende dois pavilhões, com capacidade para 80 camas e 40 berços, além de compartimentos para os serviços de apoio e de oncologia.
As novas instalações da pediatria, apetrechadas com equipamentos tecnológicos de última geração, foram inauguradas na terça-feira pelo governador da província, Mawete João Baptista.
Os dois pavilhões foram construídos na perspectiva de desafogar a pressão que era exercida sobre o Hospital Central que, por insuficiência de enfermarias, registava superlotação de pacientes.
A decisão foi tomada há cerca de um ano, pelo governador da província, depois de ter efectuado uma visita ao Hospital Central de Cabinda, onde observou, nos serviços de pediatria, um cenário pouco comum, com mais de duas crianças a partilharem a mesma cama, com o perigo de contaminação que isso acarreta. O governo da província, através da secretaria provincial da Saúde, prometeu imprimir medidas rigorosas na gestão do novo empreendimento hospitalar infantil, sobretudo no que se refere ao internamento de doentes.
A vice-governadora de Cabinda para a área Política e Social, Aldina da Lomba, deixou indicações claras de, doravante, as mães cujas crianças estiverem internadas na nova pediatria não tenham acesso às enfermarias, uma vez que todos os cuidados relativos à assistência médica e medicamentosa serão assumidos por assistentes sociais, a serem contratados através do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS).
“A partir de agora, as crianças internadas serão cuidadas pelos serviços de enfermagem e assistentes sociais e as mães não deverão partilhar a mesma cama”, alertou. 
Aldina da Lomba disse que era preciso acabar com o mau hábito de algumas mães transformarem os hospitais em suas casas, transportando para as unidades sanitárias utensílios domésticos, como fogareiros, panelas, bacias e colchões.
Além disso, a vice-governadora de Cabinda pediu encarecidamente à população para conservar o empreendimento que custou muito dinheiro ao Estado, referindo que “o hospital é um sítio que deve ser mantido limpo, para garantir a saúde dos doentes e dos próprios funcionários”.
O governador da província, reiterou, em poucas palavras, a necessidade da população conservar o imóvel, porque, disse, “só desta forma será possível ao governo incrementar projectos semelhantes noutras localidades da província”.

Estomatologia

Os serviços de estomatologia do hospital municipal de Chinga dispõem actualmente de novos equipamentos para tratamento da higiene oral, adquiridos pelo governo da província de Cabinda e no valor de 220 mil dólares.
A directora do hospital, Elisa Alves Machado, disse que com o apetrechamento dos serviços de estomatologia com modernos equipamentos tecnológicos, o atendimento aos pacientes vai ser mais personalizado e a capacidade de atendimento será de 25 pessoas por dia.
“Estamos de parabéns, agora também já temos uma área para esterilizar o material, com capacidade de atendimento de 20 a 25 pessoas por dia. Vamos fazer extracção e obstrução dentárias, além da profilaxia oral”, disse a directora.

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