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Cidade desportiva e o Estádio do Chiazi

Bernardo Capita | Cabinda

Na província de Cabinda o responsável máximo do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola, reverendo João Alberto, afirmou que a paz trouxe ganhos incomensuráveis à região, a segurança, os projectos sociais em áreas antes inacessíveis em consequência do conflito armado, com destaque para as infra-estruturas hospitalares, escolares, desportivas, reabilitação de estradas, energia eléctrica e água potável, visando a melhoria das condições básicas das populações.

Os habitantes de Cabinda têm orgulho no Estádio Nacional do Chiazi e na Aldeia Olímpica construída para alojar os atletas do CAN
Fotografia: Dombele Bernardo

“A paz em Angola só tem 12 anos, mas já esta a permitir desenvolver boas obras sociais”, disse o reverendo, para quem os ganhos não se resumem apenas aos domínios sociais e económicos, mas também na vertente espiritual.
O regedor do Caio Litoral, Faustino Viera Landazi, considerou a paz como “um bem que deve ser devidamente conservado por todos angolanos, para que o país e a província de Cabinda em particular possam caminhar rumo ao desenvolvimento sustentado”. Fazendo uma avaliação dos ganhos da paz em Cabinda, Faustino Viera Landazi afirmou que “estão à vista de todos, quem conheceu Cabinda em tempos idos e voltar a visitar a província certamente fica admirado pelo seu crescimento social e económico”.
O estádio internacional de Chiazi, as obras da Cidade Universitária no Caio Litoral, as obras do porto de águas profundas em curso naquela localidade são, para o regedor Faustino Viera Landazi, os grandes ganhos das populações de Cabinda. O vice-decano para os assuntos científicos da Faculdade de Medicina, João Filipe Camanda também destaca os ganhos da paz na Educação.
O académico disse que o complexo de ciências médicas que integra a Faculdade de Medicina, Instituto Superior Politécnico, incluindo o Instituto Médio de Saúde, e outras infra-estruturas ligadas ao ensino superior “estão a revolucionar o processo de ensino”. O secretário provincial do Sindicado dos Jornalistas em Cabinda, André Guto, defende a necessidade de todos conservarem a paz, por ser um bem que permite ao Governo realizar com segurança várias acções sociais e à população circular sem qualquer impedimento.
O jornalista André Guto exemplificou as atrocidades que os inimigos da paz faziam num passado recente a pacatos cidadãos na via de Massabi, semeando dor e luto no seio de muitas famílias, como males resultantes da guerra.
A central térmica de Malembo, com a capacidade de 70 megawatts, a de Chibodo, com 30 megawatts, e a de Santa Catariana, com dez megawatts, os complexos habitacionais de Buco Ngoyo, a Vila Olímpica e os projectos de construção de 200 casas em cada município, no âmbito do programa de combate à pobreza são outros ganhos referidos pelo secretário provincial do Sindicato dos Jornalistas.

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