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Empresários reclamam contra burocracia

Pedro Bica | Caxito

Empresários da província do Bengo manifestaram, na passada semana, descontentamento devido à morosidade nos serviços prestados pelas administrações municipais e comunais.

Administradores e directores provinciais participaram no encontro
Fotografia: Edmundo Eucilio

Empresários da província do Bengo manifestaram, na passada semana, descontentamento devido à morosidade nos serviços prestados pelas administrações municipais e comunais.
O facto foi manifestado, quarta-feira, durante um encontro promovido pelo Governo Provincial para auscultar e fazer o balanço da actividade socioeconómica.
No encontro participaram administradores, directores provinciais e empresários.
Os empresários do Bemgo referem que grande parte das empresas que exercem actividade na região trabalham em situação ilegal e outras aguardam pela cedência de terrenos, para instalação dos seus projectos.
Durante o encontro, o governador provincial, João Bernardo de Miranda, prometeu resolver os casos pendentes com acções práticas.
O governador pediu à classe empresarial persistência e que acredite no governo da província, para juntos desenvolverem uma pareceria estratégica, no quadro da reconstrução nacional em curso no país.
João Bernardo de Miranda disse que a província do Bengo tem de dirigir urgentemente os seus esforços para a agricultura, para que as populações rurais sejam auto-suficientes.
João Bernardo de Miranda considerou de extrema importância a actividade empresarial, pelo que exortou os empresários a não desistirem, ante as dificuldades encontradas. Paixão Franco, Presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA), garantiu que a instituição que dirige está disponível para conceder créditos, desde que os interessados obedeçam às condições exigidas.
Paixão Franco deu a conhecer os passos a seguir para que os empresários possam concorrer aos vários pacotes de créditos concedidos pelo BDA. A província do Bengo vive actualmente um grande défice habitacional, o que dificulta o alojamento de quadros e técnicos que pretendam fixar-se ou trabalhem na província.Para mudar o cenário, são desenvolvidos vários projectos .

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