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Ensino de língua materna tem início no próximo ano

Bernardo Capita |Cabinda

A província de Cabinda vai introduzir, a partir do próximo ano lectivo, o ensino de língua materna nos estabelecimentos escolares, anunciou ontem o chefe de secção de línguas nacionais do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE).

Alunos passam a dominar a língua materna
Fotografia: JA Imagens


António Chamuhongo explicou que a direcção do INIDE trabalha neste momento na busca de consenso para se encontrar uma única forma de se escrever o Fiote nas instituições de ensino, depois do levantamento linguístico efectuado pela instituição, a nível de toda a província, para se determinar a variante a ser utilizada no universo das sete línguas faladas na região.
“Existem em Cabinda sete variantes e estamos a trabalhar para chegar a um consenso em relação à necessidade de se criarem instrumentos da escrita da língua”, disse António Chamuhongo, para quem só assim se podem produzir os materiais técnicos para o ensino da língua.
O responsável do INIDE referiu que a língua “yoyo”, predominante no centro sul de Cabinda, é a que vai representar as restantes seis variantes, designadamente quiombe, ilindgi, cotché quisundi ivili e icuacongo, na forma de escrita. A secretária provincial da Educação, Ciência e Tecnologia promoveu uma palestra sobre a institucionalização do ensino de línguas nacionais, que teve como objectivo principal divulgar os resultados do levantamento da situação linguística da província de Cabinda, uma cerimónia que contou com a participação de professores do ensino primário, jornalistas, técnicos do sector da Cultura e docentes da Universidade Agostinho Neto.
Simão Capita, responsável pela área do património cultural da secretaria provincial da Cultura, louvou a iniciativa do sector da Educação em promover o ensino de língua materna nos estabelecimentos de ensino de Cabinda e realçou que isso vai valorizar a cultura angolana.
  Nesse sentido, encorajou os pais e encarregados de educação a também incentivarem o uso da língua materna, dentro de casa, para que os filhos comecem a ter noções básicas e não as subestimarem.

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