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Escola de Medicina com edifício novo

Bernardo Capita| Cabinda

O governo de Cabinda investiu cerca de quarenta milhões de dólares nas obras de construção de novas infra-estruturas para a Faculdade de Ciências Médicas.

Obras da futura Faculdade de Ciências Médicas são concluídas em Junho deste ano
Fotografia: Rafael Tati

O governo de Cabinda investiu cerca de quarenta milhões de dólares nas obras de construção de novas infra-estruturas para a Faculdade de Ciências Médicas.
As obras, iniciadas em Agosto de 2010 e com conclusão prevista para Junho de 2012, são estruturantes e feitas num estilo clássico, compreendendo sete naves de um piso com 16 compartimentos cada, para aulas, áreas administrativas e laboratórios.
O projecto prevê ainda a construção de dois imóveis de dois pisos, um para acomodar docentes cubanos e um internato para acolher estudantes provenientes de outras províncias do país ou aqueles que sendo dos municípios não possuam familiares na cidade de Cabinda, para além de um campo gimnodesportivo.     
A Faculdade de Medicina, Instituto Superior Politécnico, com os cursos superiores de Enfermagem e de Análises Clínicas, e o Instituto Médio de Saúde (IMS) são as instituições que vão funcionar nas referidas infra-estruturas depois de concluídas.
"O mega projecto, cujas obras estão a cargo da empreiteira China Jiangsu, está localizado junto das instalações do Instituto Médio de Saúde e recebeu na sexta-feira, 25, a visita do governador provincial de Cabinda. Mawete João Baptista mostrou-se satisfeito com a evolução das obras, mas sugeriu ao empreiteiro algumas alterações de ordem estrutural no sistema de esgotos e de drenagem das águas pluviais.
O arquitecto Paulo Luvambano, da Secretaria Provincial de Urbanismo e Ambiente, disse que "as obras decorrem dentro do cronograma estabelecido e que o governo está satisfeito com o empenho da empreiteira", que pretende, na data prevista contratualmente, fazer a entrega das novas instalações.  
A decana da Faculdade de Medicina, Maria das Dores, disse possuir motivos de sobra para estar satisfeita com a evolução das obras na instituição que dirige. Do seu ponto de vista, as novas instalações da Faculdade de Medicina vão dar maior dignidade à instituição onde, num passado recente, os estudantes se sentavam em cadeiras em vez de carteiras, algo conseguido apenas nos últimos dias, graças ao governo da província. Anunciou também que a direcção da Faculdade de Medicina está a proceder à instalação do laboratório de fisiologia para que os estudantes se sintam melhores nas aulas práticas.
"O laboratório de fisiologia é mais um meio que vai contribuir para a qualidade de ensino e aprendizagem", disse. Maria das Dores revelou que foram seleccionados 70 candidatos para o primeiro ano do curso de Medicina para este ano académico.

Alunos fracos

Maria das Dores manifestou, entretanto, a sua insatisfação pelo fraco nível de conhecimentos apresentado pelos candidatos ao curso de Medicina nos testes de selecção.
"Os estudantes devem ser bem preparados no ensino pré-universitário, para terem um suporte de conhecimentos que lhes permita brilhar na universidade, mas isso não acontece, ortograficamente cometem muitos erros, para não se falar dos da gramática, da falta de concordância entre o sujeito e o predicado, e isso é muito grave", lamentou a decana.
Acrescentou que muitos candidatos, apesar de terem respondido correctamente às perguntas do exame de acesso, foram eliminados pelo facto de terem cometido muitos erros de ortografia.
Para o próximo ano, a direcção da Faculdade vai adoptar novos mecanismos de selecção de candidatos para o curso de Medicina, procurando, a partir dos institutos médios, potenciais candidatos com notas altas em disciplinas nucleares para a licenciatura em Medicina.     

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