Províncias

Estrada de acesso ao Necuto em obras

Bernardo Capita | Cabinda

As obras de reabilitação da estrada entre Caiguembo e Necuto, no município do Buco Zau, numa extensão de 27,5 quilómetros, ficam concluídas em Outubro, garantiu naquela vila madeireira, o encarregado pela empreitada.

Trabalhos nas vias de acesso visam facilitar a livre circulação de pessoas e bens
Fotografia: Jornal de Angola

As obras de reabilitação da estrada entre Caiguembo e Necuto, no município do Buco Zau, numa extensão de 27,5 quilómetros, ficam concluídas em Outubro, garantiu naquela vila madeireira, o encarregado pela empreitada.
Henrique Serra, da empreiteira “HAL”, revelou que já foram reabilitados 13 quilómetros da estrada, no âmbito do amplo projecto de melhoramento das vias secundárias e terciárias do Governo Provincial de Cabinda.
Inoperante há mais de 30 anos, em consequência do conflito armado que assolou a região do Maiombe, as obras de reabilitação da estrada entre Caiguembo e Necuto custaram aos cofres do Estado sete milhões de dólares, gastos em trabalhos de desmatação e compactação. O governador da província de Cabinda, Mawete João Baptista, esteve no fim-de-semana no município de Buço Zau, 120 quilómetros a norte de Cabinda, na companhia do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, para avaliar o andamento das obras, tendo na ocasião manifestado a sua satisfação pela sua evolução. 
“É uma obra inédita para as populações de Buco Zau, estou muito satisfeito pelo empenho da empreiteira e pensamos que a obra pode ser concluída antes do período das chuvas”, disse o governador.
O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, que em Buço Zau avaliou o processo de exploração florestal e de transformação da madeira, feita pelo sector privado, congratulou-se com as obras de reabertura da via entre Caiguembo e Necuto, salientando que “as estradas secundárias e terciárias, construídas e reabilitadas, são infra-estruturas importantes que vão viabilizar o escoamento da produção agrícola, a livre circulação de pessoas e bens e, por via desse processo, o desenvolvimento sustentado da região do Maiombe”.  
O ministro reconheceu o empenho evidenciado pelos empresários na reabilitação de infra-estruturas produtivas e no aumento da produção. “Nós estamos nesta zona da floresta do Maiombe, onde existe uma enorme biodiversidade que está a ser conservada, e vemos com agrado que se está a trabalhar para a melhoria das condições de vida das populações” disse o ministro Pedro Canga, acrescentando que as acções de desenvolvimento rural, sobretudo a construção de aldeias com casas condignas, são um facto no Buco Zau.
 O ministro referiu que a província de Cabinda está de parabéns, porque tem desenvolvido com êxito projectos no domínio da agricultura, da floresta, desenvolvimento rural e das pescas.
O ministro Afonso Pedro Canga exortou os empresários com infra-estruturas industriais para fazerem investimentos com vista a torná-las mais rentáveis. O titular da pasta da Agricultura disse aos empresários do sector madeireiro que receberam do Estado maquinaria para transformação da madeira (serrações), no âmbito do processo de redimensionamento empresarial e da parceria público-privada, que pouco ou nada têm feito no sentido da sua conservação ou mesmo do aumento da produção.
“Os empresários que têm infra-estruturas devem reabilitá-las, fazendo os investimentos necessários. No domínio da indústria da madeira há unidades que ainda não estão a produzir de acordo com a sua capacidade instalada”, disse o ministro  Afonso Pedro Canga, para quem com um pouco mais de esforço essas unidades podem atingir resultados positivos.  

Tempo

Multimédia