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Estradas aceleram reconstrução em Cabinda

Leonor Mabiala|Cabinda

 O Governo central investiu cerca de 200 milhões de dólares na reabilitação das principais estradas da província Cabinda, revelou, ao Jornal de Angola, o director provincial de Instituto de Estradas de Angola (INEA).

As obras de construção e reabilitação das infra-estruturas rodoviárias prosseguem em toda a extensão da província de Cabinda
Fotografia: Dombele Bernardo

O Governo central investiu cerca de 200 milhões de dólares na reabilitação das principais estradas da província Cabinda, revelou, ao Jornal de Angola, o director provincial de Instituto de Estradas de Angola (INEA).
“Trata-se de um investimento que visa dar maior fluidez e conforto à circulação de pessoas e bens, no âmbito do programa de melhoria e oferta de serviços sociais básicos às populações”, disse.
Adelino Jacinto referiu que os trabalhos “decorrem a um ritmo satisfatório”, o que permitiu asfaltar, desde o ano passado, mais de 460 quilómetros de estradas da rede primária do norte, sul e leste da província de Cabinda.  
“A pavimentação de 66 quilómetros da estrada que liga Cabassango a Zenze-Lucula já esta concluída, estando o empreiteiro a proceder à construção de valetas, para a drenagem das águas, lancis e sinalização horizontal e vertical”, referiu.
No troço rodoviário, que vai do Dinge a Pove, passando pela aldeia do Sócoto, estão asfaltados 56 quilómetros.
Esta empreitada, disse Adelino Jacinto, contempla a construção da via expresso Cabassango-Malongo, de 16 quilómetros, com duas faixas de rodagem, um separador central metálico de 1,5 metros e iluminação.
Na via expresso de Cabassango até Malongo, de 14 quilómetros, o pavimento está concluído, no qual se salienta a rotunda de Chiazi, em frente ao estádio de futebol. A seguir vão ser construídas as circulares do Chinga, Malongo e Caio.  
Adelino Jacinto referiu que entre os projectos de reabilitação está o troço Aeroporto/posto fronteiriço do Yema, com uma faixa de rodagem de 11 metros de largura, passeios de 2,5 metros e iluminação até ao mercado de São Pedro.
Outras estradas em execução são as que ligam Malongo – Lândana, com 31 quilómetros, Cacongo/ Buco-Zau, 76 quilómetros, Dinge/Necuto, 52 quilómetros e Buco-Zau/Miconje Velho, 88 quilómetros.
A estrada de Bitchequete à fronteira de Massabi está a beneficiar de um novo tapete asfáltico.
As obras devem estar concluídas Dezembro próximo.  

Crise de materiais

A falta de cimento, que se registou, recentemente, em Ponta Negra, Congo-Brazzaville, principal fornecedor de materiais de construção da província, e a incapacidade do porto de Cabinda de receber navios de alto calado junto à ponte cais, contribuíram, disse o director do INEA, para o atraso das obras.
“O facto do porto de Cabinda não receber navios de grande calado afectou a execução dos trabalhos, na medida em que os materiais de construção são descarregados em Ponta Negra e daí é que são transportados para Cabinda“, disse.
Adelino de Jacinto referiu, também, as longas distâncias que os camionistas têm de percorrer, diariamente, para irem buscar burgau e areia, trabalho dificultado, por vezes, pelas chuvas torrenciais.
O director do INEA lamentou a atitude de alguns automobilistas que, frisou, de “forma irresponsável, danificam o separador central metálico das estradas recentemente reabilitadas”.
 “Trata-se de uma situação provocada por falta de atenção e de perícia de alguns motoristas agravada pelo mau estado técnico dos camiões e do excesso de velocidade”, afirmou.
Para se inverter o actual quadro, disse, foram tomadas algumas medidas pontuais, que passam pela substituição do separador metálico por um de betão, sobretudo nas zonas, onde ocorreram os acidentes, e pela colocação de passagens aéreas para peões junto de aldeias.

0utros projectos

O director provincial do INEA anunciou que, dos projectos em carteira para o 2010,se salientam a ampliação do troço que vai de “Manda Fama” a Cabassango, numa extensão de 3,5 quilómetros. A via vai ter quatro faixas de rodagem, duas em cada sentido.
Está prevista, igualmente, a abertura de uma “via circular exterior entre o mercado São Pedro e a localidade de Buco Ngoio”.
Pretende-se com esta estrada, declarou, ao Jornal de Angola, Adelino Jacinto, aliviar o tráfego no sentido Cacongo/Malongo.

Tando-Zinze em franco crescimento

Tando-Zinze, localizada 75 quilómetros a nordeste da cidade de Cabimnba, tem beneficiado de enormes projectos sociais do governo, investimentos que estão a elevar a auto estima dos habitantes.
O administrador comunal de Tando-Zinze, André Ndimba Tati, tem motivos de sobra para estar satisfeito com a qualidade de vida dos aldeões da sua circunscrição.
André Ndimba Tati disse que, a par de escolas e centros de saúde, a reabilitação da estrada Cabinda / Zenze-Lucula, com uma extensão de 66 quilómetros, e outra, de 56 quilómetros, que vai do desvio da aldeia de Pove à Comuna de Dinge, são “outros grandes ganhos que a população da comuna obteve desde 2008”.
Ndimba Tati sublinhou ao Jornal de Angola que a reabilitação e construção das “duas importantes vias está a tornar a circulação de viaturas mais fluida entre a comuna e a cidade, encurtando distâncias e garantindo o escoamento dos produtos do campo para os centros comerciais”.         
A comuna de Tando-Zinze tem três escolas de 1º ciclo, uma de seis salas de aulas, na aldeia de Chinsuá, e as outras nas povoações de Ângulo e Pove.

Saúde e Água para Todos

No sector da Saúde foi construído um centro em Macanga-Grande, com capacidade para atender nove mil pessoas. Em Zenze-Lucula estão a terminar as obras de uma nova sanitária.
No âmbito do projecto “Água para todos”, Ndimba Tati realçou que, em 2008, a Comuna beneficiou de dois modernos sistemas de produção, tratamento e distribuição de água potável, dos quais um instalado na periferia da sede comunal, para atender oito mil habitantes, e outro no Zenze-Lucula, para abastecer sete aldeias. Estão em curso obras de género na regedoria de Cácata.
O sector de energia também está a beneficiar de grandes investimentos. Estão a ser colocados postos de iluminação pública e de linhas de transporte de corrente eléctrica na sede da regedoria de Chinsuá.
 Sobre as dificuldades dos habitantes de Tando-Zinze, Ndimba Tati referiu a falta do sinal das operadoras de telemóveis e de uma escola do ensino médio para a “grande quantidade de alunos que concluem o 1º ciclo”.

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