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Faculdade de Medicina em Cabinda lança no mercado novos licenciados

Leonor Mabiala | Cabinda

A província de Cabinda vai passar a ter, no próximo ano, os primeiros 51 licenciados formados pela Faculdade de Medicina da Universidade 11 de Novembro, anunciou ontem a decano da instituição.

A Faculdade de Medicina da Universidade 11 de Novembro pretende reforçar até ao fim do ano o seu quadro de professores
Fotografia: Rafael Tati

A província de Cabinda vai passar a ter, no próximo ano, os primeiros 51 licenciados formados pela Faculdade de Medicina da Universidade 11 de Novembro, anunciou ontem a decano da instituição.
O principal objectivo da faculdade é formar técnicos competentes, capazes de resolver os principais problemas de saúde das populações, sobretudo na redução do índice de mortalidade, para estarem habilitados a exercer a profissão em qualquer parte do mundo.
Durante seis anos de formação, os estudantes, além das aulas teóricas e de sessões práticas, participaram em encontros de sensibilização, que tiveram por objectivo alertá-los para o caminho a seguirem e evitarem um fraco desempenho na aprendizagem.
Maria das Dores Sungo referiu que a formação compreende duas fases. A primeira é ligada ao ciclo básico, durante a qual nos dois primeiros anos lectivos os alunos estudam todas as disciplinas relacionadas com o funcionamento dos diferentes sistemas que compõem o corpo humano e os diversos aparelhos.

Interacção entre formandos


A outra é ligada ao ciclo clínico, que neste momento está a funcionar no Hospital Central de Cabinda e em vários centros e postos de saúde para as aulas práticas, enquanto se aguarda a construção do hospital universitário especializado para o efeito.
Este processo, segundo a responsável, vai permitir maior interacção entre os formandos, os docentes e doentes, para o estudo das patologias, além de possibilitar a colocação de outros meios, que vão facilitar o ensino e a aprendizagem dos estudantes.
A decana da Faculdade de Medicina aconselha os estudantes a dirigirem-se às unidades sanitárias para, nas aulas práticas, contactarem com os doentes, ao invés de irem somente aos laboratórios de simulação. “Temos alertado os estudantes e docentes para assumirem com responsabilidade a formação, juntando a teoria à prática, no sentido de termos bons quadros médicos ao serviço do povo”, salientou.

Reforço de docentes

A Faculdade de Medicina da Universidade 11 de Novembro funciona, neste momento, com 21 professores de nacionalidade cubana. Mas, a decana garantiu que o número vai ser reforçado, até ao segundo semestre deste ano. Em breve, garantiu, a instituição vai contar com mais cinco professores para leccionarem as cadeiras de introdução à Clínica, Saúde Pública, Medicina Comunitária, Histologia e Inglês. Para apoio aos estudantes, a faculdade dispõe de laboratório e uma biblioteca, com cerca de 500 livros. Maria das Dores Sungo disse que a instituição tem dado prioridade de ingresso aos jovens não trabalhadores, em virtude da carga horária do curso, que implica uma ocupação integral.

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